‘Rio de Janeiro’

Marina Silva pediu votos na Central do Brasil para ir ao segundo turno

Política

Marina diz ver ‘onda verde’ no Rio e pede segundo turno

Candidata do PV fez corpo a corpo na Central do Brasil nesta quarta

Da Redação

Tássia ThumTássia Thum
Marina Silva pediu votos na Central do Brasil para ir ao segundo turno
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, fez um corpo a corpo no início da noite desta quarta na estação ferroviária Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. Acompanhada pelo candidato do partido ao governo do RJ, Fernando Gabeira, ela fez um apelo aos eleitores para ir ao segundo turno e disse que uma “onda verde” invadiu a cidade.

“A sociedade brasileira está sinalizando que quer um segundo turno entre mulheres. É justo que tenhamos mulheres para debater o Brasil”, afirmou, repetindo que o resultado das urnas será maior do que o mostrado pelas pesquisas.

Marina andou por cerca de 20 minutos na estação, num dos horários mais movimentados do dia. A Central do Brasil é a principal estação de embarque e desembarque da capital e liga o Rio à Baixada Fluminense.

Durante o corpo a corpo, Marina conversou com eleitores e fez promessas para saúde e educação. Ela também comentou a posição que tem sobre o aborto e como o tema é tratado por seus adversários.

A candidata do PV foi questionada sobre a posição da petista Dilma Rousseff, que nesta quarta se encontrou com lideranças católicas e evangélicas e se comprometeu a não apresentar proposta de plebiscito para a legalização do aborto. “Eu não acho que se deva fazer um discurso que muda de uma hora para outra só pra agradar o eleitor”, criticou.

G1 – Portal de Notícias da Globo
30/09/2010 – 19:15

Marina Silva diz que tiroteio no Rio mostra ‘descontrole’ da segurança

Política

Candidata comentou invasão de hotel por criminosos no Rio

Agência Estado

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, classificou a ação ocorrida no sábado (21) no Rio de Janeiro – na qual bandidos invadiram um hotel de luxo e fizeram reféns, após troca de tiros com policiais – como exemplo do descontrole da segurança pública no país.

“O que aconteceu no Rio de Janeiro é lamentável. Como é que 40 pessoas andam armadas na cidade? Isso é descontrole da segurança publica”, afirmou Marina neste domingo (22), durante visita a Guariba (interior de SP).

A candidata defendeu a reforma do sistema de segurança pública no país, ancorada no pagamento de melhores salários e capacitação de policiais, bem como em ações de combate ao tráfico de drogas e de armas.

Marina chegou a elogiar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) instaladas pelo governo do Rio nos morros para a repressão ao tráfico, mas chamou a ação de “embrionária”.

“As UPPs são uma boa ideia, mas ainda não têm escala e o problema é que o os governos do estado e federal usam esse pequeno começo como solução”, afirmou.

A candidata criticou ainda, sem citar nomes, adversários que defendem a criação de um Ministério da Segurança Pública em suas propostas de governo – a proposta é defendida por José Serra (PSDB). “Não adianta ministérios, puxadinhos, remendos, o que precisamos é de uma reforma.”

Marina elogiou a estabilidade econômica do país, bem como políticas sociais como o Bolsa Família, as quais serão mantidas, segundo ela, caso seja eleita. “Mas se não olharmos para os erros, estaremos fadados a desconstruir os acertos; e os erros são muitos”, disse Marina, que classificou saúde e a educação como de “péssima qualidade”.

G1 – Portal de Notícias da Globo
23/08/2010 – 06:36

Na TV, Gabeira mostra ‘cemitério de ambulâncias’

Política

Na TV, Gabeira mostra ‘cemitério de ambulâncias’; Cabral, de Rio 2016

Verde ataca gestão do governador, que, por sua vez, aposta nos depoimentos de Lula e em parcerias entre Estado e União

Redação

O candidato ao governo do Estado do Rio pelo PV Fernando Gabeira continuou a sua série de críticas à gestão de saúde do governador Sérgio Cabral (PMDB), na sua propaganda eleitoral na TV desta quarta-feira (22). O peemedebista, por sua vez, focou na escolha do Rio como sede das Olimpíadas em 2016, mostrando depoimentos do presidente Lula.

Gabeira exibiu as imagens do depósito de ambulâncias que visitou na terça-feira passada (14), em que os veículos, pertencentes à rede estadual de Saúde, estão sucateados. Para o verde, é necessário investimento na manutenção dos veículos.

O candidato do PV também citou as denúncias de irregularidades na compra do medicamento usado contra a gripe suína (H1N1), o Tamiflu, e as que apontam suposto superfaturamento na compra de medicamentos na Secretari Estadual de Saúde, tema que também foi abordado pelo candidato no rádio.

Ainda na TV, Gabeira criticou a política de segurança de Cabral e questionou a eficiência das UPPs, que, para ele, só forçam os traficantes a mudarem de comunidade. Para isso, lembrou o jovem de 21 anos que morreu em operação policial no último fim de semana.

Cabral exibe “legado” da Rio 2016

O governador candidato à reeleição, Sérgio Cabral, dedicou seu programa inteiro à conquista pela capital do Rio de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O peemedebista exibiu depoimento do presidente Lula sobre a cerimônia em que a escolha da cidade foi anunciada.

O governador falou das mudanças que os Jogos Olímpicos trarão na área de transporte público e voltou a prometer a Linha 3 do metrô, que ligaria Niterói e São Gonçalo ao Rio. Cabral também mostrou imagens do PAC das comunidades, dando foco aos complexos esportivos construídos. Foram exibidos depoimentos de jovens atletas.

No cenário da Rio 2016, as UPPs também apareceram na propaganda do peemedebista, que mostrou aulas de judô na unidade da favela da Providência. Na rádio, Cabral deu mais atenção à política de segurança de sua gestão e a classificou como “sinônimo de paz, felicidade e progresso”.

Álvaro Lins volta a aparecer no horário eleitoral

Depois de perder duas inserções no horário eleitoral da semana passada por ter exibido vídeo em que Cabral elogia o ex-chefe da Polícia Civil e ex-deputado cassado Álvaro Lins, candidato do PSOL, Jefferson Moura, aproveitou a vitória no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nesta quarta-feira e voltou a usar seu espaço para mostrar a gravação.

O Tribunal havia decidido nesta segunda-feira (20) que o partido poderia voltar a exibir o vídeo em que Cabral elogia Lins. O ex-parlamentar foi condenado a 28 anos de prisão por crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada e corrupção passiva.

IG Último Segundo – SP
22/09/2010 – 20:05

Na TV, Gabeira exibe ‘depósitos de ambulâncias’ e critica morte de jovem durante ação policial

Política

No final do programa, Gabeira fez uma crítica quanto à eficiência das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs)

Da Redação

A dez dias das eleições, o candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira (PV), continua atacando a gestão do atual governador e candidato à reeleição Sérgio Cabral (PMDB). No programa exibido nesta quarta-feira, o verde exibiu imagens de depósitos de ambulâncias da rede estadual de Saúde. Segundo ele, os veículos acabam sucateados por falta de manutenção.

Gabeira também falou sobre a denúncia de irregularidades do governo federal na compra de Tamiflu, medicamento usado contra a gripe H1N1, e lembrou a reportagem da TV Globo que mostrou superfaturamento na compra de medicamentos pelo governo do Rio.

No final do programa, Gabeira fez uma crítica quanto à eficiência das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O candidato afirmou que os traficantes estão sendo apenas “convidados a mudar de endereço”, ao falar da morte de um jovem de 21 anos no último final de semana, durante uma operação da polícia.

Já o candidato à reeleição Sérgio Cabral exibiu, na sua propaganda, imagens da escolha do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016. O presidente Lula voltou a aparecer no programa do peemedebista, falando sobre a emoção do momento da escolha da cidade.

Cabral falou do legado que as Olimpíadas deixarão para a cidade, como a linha 4 do metrô e o Arco Metropolitano. O PAC das Comunidades e as UPPs também voltaram a ser citadas na propraganda do candidato.

A propaganda de Jefferson Moura (PSOL) voltou a exibir imagens de Cabral fazendo elogios ao ex-deputado Álvaro Lins, condenado a 28 anos de prisão por crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada e corrupção passiva.

O Globo Online – RJ
22/09/2010 – 14:15

Marina e Gabeira em carreata pela orla carioca no dia 2 de outubro, véspera da eleição

Política

Gabeira pega ‘carona’ com Marina em ato final

Bordo de um jipe, os dois vão participar de uma carreata pela orla carioca no dia 2 de outubro, véspera da eleição

Miguel Caballero

Para aproveitar o crescimento da candidata do PV à Presidência entre o eleitorado do Rio, o candidato verde ao governo estadual, Fernando Gabeira, anunciou ontem que seu último ato de campanha será em companhia de Marina Silva.

A bordo de um jipe, os dois vão participar de uma carreata pela orla carioca no dia 2 de outubro, véspera da eleição: — Pretendo intensificar até a eleição a campanha nas ruas. E o último ato meu tem sido sempre uma longa passagem de jipe pelas praias da Zona Sul, como em 2008. Este ano, a Marina virá também. Vamos fazer um ato final de campanha juntos.

Menos de 12 horas após o debate na TV Record, em que centrou seus ataques ao governador Sérgio Cabral (PMDB) na área da saúde, Gabeira esteve ontem no Hospital Pedro II, em Santa Cruz, onde constatou a presença de pacientes em macas nos corredores da emergência, à espera de leitos, e ouviu queixas salariais de funcionários. Uma auxiliar de enfermagem contou ao candidato que recebe salário de R$ 157 — com adicionais, chega a R$ 600 — e que só teve um aumento, de R$ 6, em 14 anos.

— Os problemas daqui são comuns aos outros hospitais: emergência lotada e falta da especialidade de neurocirurgia.

Vou cumprir o plano de cargos e salários, já determinado pela Justiça. Eles estão há dez anos sem reajuste — disse o verde.

Gabeira ouviu do superintendente de Unidades Próprias da Secretaria de Saúde, Carlos Eduardo Coelho, a promessa de instalação de uma unidade de neurocirurgia no Pedro II, com 17 especialistas.

O Globo – RJ
22/09/2010 – 06:59

Link para consultar lista de candidatos em todo o Brasil

http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/jsp/framesetPrincipal.jsp

Obs. se o link der erro clique no estado desejado.

Gabeira espera por onda verde de Marina

Política

Na TV, críticas ao governo Cabral serão centradas em saúde, educação e transportes

Marcelo Remígio

A menos de duas semanas para as eleições, o PV espera que seu candidato a governador Fernando Gabeira pegue carona em uma eventual onda verde que beneficie a presidenciável Marina Silva (PV) no Rio. Gabeira também intensificará o pedido de votos para candidatos a deputado.

Atualmente, o partido não possui bancada na Assembleia Legislativa.

— Marina melhorou o desempenho no Rio. É a onda Marina, que segue pelo estado e beneficiará Gabeira — diz o presidente estadual do PV, Alfredo Sirkis.

Em desvantagem nas pesquisas de intenções de voto, Gabeira tem demonstrado, afirmam aliados, tranquilidade e até frieza na reta final.

— Se não tem clima de já ganhou, também não há clima de derrota. — afirma um tucano.

Gabeira enfrenta falta de recursos e a presença pouco assídua de caciques do DEM, PPS e PSDB na campanha. Na reta final, os verdes enfatizarão nos programas de TV a desconstrução da imagem do estado apresentada pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), que disputa a reeleição.

Se antes a segurança pública dominava a propaganda, saúde, educação e transporte passam a ter peso maior.

O Globo – RJ
21/09/2010 – 06:28

Gabeira diz que Cabral gosta mais de propaganda do que de UPA

Política

Citando uma reportagem, Gabeira disse que “Cabral gosta muito de UPA, mas ele gosta mais de propaganda do que de UPA, porque com o dinheiro que ele gastou em propaganda, daria para construir 46 UPAS”

João Pequeno

O candidato do PV ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, afirmou nesta segunda-feira (20) durante debate da TV Record, que o governador e candidato à reeleição Sergio Cabral (PMDB) gosta mais de propaganda do que de Unidades de Pronto Atendimento (UPA), um de seus principais trunfos eleitorais.

Citando uma reportagem, Gabeira disse que “o Cabral gosta muito de UPA, afinal já construiu 43, mas ele gosta mais de propaganda do que de UPA, porque com o dinheiro que ele gastou em propaganda, daria para construir 46 UPAS, mais do que ele fez”.

Cabral respondeu afirmando que gasta menos de 1% do orçamento estadual com propaganda e 12% com saúde. “Eu acho curioso que sempre falem da propaganda, mas eu gasto menos de 1% do orçamento. Proporcionalmente, menos do que nos governos anteriores. E com a saúde, são 12%”, disse.

Terra – SP
21/09/2010 – 06:05

Gabeira insiste na possibilidade de segundo turno no RJ

Política

Candidato disse ter confiança em uma mudança

João Pequeno

Mauro Pimentel/Futura PressMauro Pimentel/Futura Press
O debate realizado pela Rede Record , na segunda-feira (20), reuniu os candidatos ao governo do Rio de Janeiro
Mesmo com a grande diferença que o separa do governador e candidato à reeleição, Sergio Cabral (PMDB), o deputado Fernando Gabeira (PV) voltou a insistir na possibilidade de um segundo turno na eleição tanto para o governo do Rio de Janeiro quanto nas eleições presidenciais ao final do debate entre os candidatos ao governo do Estado realizado nesta segunda-feira (20), na Rede Record.

Questionado sobre se o povo estaria anestesiado pelas boas condições de segurança e economia dentro da “tese miliciana” que citou durante o debate, Gabeira disse ter confiança em uma mudança.

“As pessoas estão vendo. Essas pesquisas que saíram foram feitas, mas há novas pesquisas para sair. E eu acredito que haja tempo de ter um segundo turno para as coisas serem vistas com mais clareza”, disse.

Terra – SP
21/09/2010 – 06:59

Onda verde na Baixada Fluminense


Em Nova Iguaçu (RJ), Marina Silva afirmou que, no segundo turno, poderá discutir propostas para o Brasil “em condições de igualdade, com tempos iguais [no rádio e na TV]“.

A importância do segundo turno

Gabeira: ‘Saneamento é um fracasso da nossa geração’

Política

‘Saneamento é um fracasso da nossa geração’

“Nós somos um estado petroleiro”, disse Fernando Gabeira em entrevista

Da Redação

O Globo: Qual seria a marca da sua gestão?

Gabeira: Nós somos um estado petroleiro. A gestão será voltada para conduzir a exploração do petróleo de forma segura e preparar o estado para a hipótese muito real de o petróleo acabar. E eu queria fazer com que o Rio se preparasse para superar a dependência do petróleo e pudesse realmente se basear na produção de conhecimento.

O Globo: Como o senhor avalia a condução dessa discussão dos royalties pelo governo?

Gabeira: A decisão do Lula de mudar o regime de exploração, de concessão para partilha, eliminou algumas grandes possibilidades do Rio, logo de cara.

Nós perdemos as participações especiais. E o governador sabia.

Tentou resistir, mas sabia. Depois, quando ele (Lula) abriu isso para ir ao Congresso, em ano eleitoral, evidentemente os parlamentares quiseram que os royalties fossem divididos por todos os estados.

O Globo: Os serviços de trens, barcas e metrô estão ruins.

Como são concessões, o que o pode ser feito para melhorá-los?

Gabeira: O trem é ruim, o metrô infelizmente se degradou, as barcas e os ônibus também.

Uma vez criadas essas concessões, o caminho seria uma regulamentação via agência de transportes. A agência não cumpre a sua função, é muito mais voltada para o interesse das empresas que o do usuário. O uso político do transporte acabou dificultando esse processo.

O Globo: No caso do transporte, o senhor é favorável ao que está sendo feito para as Olimpíadas, como BRT e metrô?

Gabeira: O metrô para a Barra é uma velha reivindicação, precisa ser atendida. Existe uma outra fundamental que é o metrô para Itaboraí. É possível conduzir os dois. Agora, no caso específico de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, eu tenho uma proposta intermediária, enquanto não se constrói (o metrô), que são as barcas para São Gonçalo.

O Globo: O meio ambiente passa ao largo de seu programa de governo e do horário eleitoral.

Falar de empreendimentos como a CSA ou o Comperj, que são potencialmente poluidores, poderia tirar votos?

Gabeira: Eu já falei da CSA, denunciamos a CSA para os verdes europeus. A esta altura da minha vida, eu cada vez me convenço mais que existe um problema do meio ambiente que os verdes brasileiros não tomaram para si, um problema fundamental, que é o saneamento básico. E eu tenho me concentrado no saneamento básico e tenho mencionado como grande problema.

O Globo: Este é o grande problema ambiental do Rio?

Gabeira: Sim. Se você toca nesse problema de maneira adequada, você está dando um grande passo. Ele atinge a questão da saúde. Cada real que você investe, você economiza quatro em saúde. Eu denunciei a questão do saneamento na Mangueira, e o Sérgio Cabral disse que o problema era do Cesar Maia, que, por sua vez, disse que o problema era do Eduardo Paes. Eu falei: vamos parar com isso. Saneamento é um fracasso da nossa geração. De geração de políticos brasileiros que perdeu essa oportunidade. Nós estamos profundamente atrasados, e a culpa é dos políticos. Porque essa geração não soube dar resposta para esse problema.

O Globo: Se o senhor não for eleito, brigaria por essa questão do saneamento?

Gabeira: Independentemente de eleição, porque, eleito, eu posso fazer, mas suponhamos que eu não seja eleito, a minha ideia é que eu tenha compromisso com as pessoas.

Quando você visita as famílias, elas olham para você e perguntam: você vai fazer saneamento?

O Globo: Eleito ou não, o senhor não acha que a oposição do Rio ao governo deva cobrar um portal de transparência para as obras da Copa e da Olimpíada?

Gabeira: Foram formadas comissões de monitoramento da Olimpíada na Câmara dos Deputados, na Câmara dos Vereadores, na Assembleia Legislativa.

Existe um grande medo meu que são os atrasos nas obras. Sabemos que, com os atrasos, podemos levar a um afrouxamento dos procedimentos legais. E, levando a essa afrouxamento, o perigo de corrupção é muito maior.O

O Globo: O senhor trata como prioritária a saúde no seu programa eleitoral de TV, mas criticando Qual será a cara do governo Fernando Gabeira na saúde?

Gabeira: É preciso recompor a relação entre o governo, funcionários e médicos. Essa relação está esgarçada. A vulnerabilidade das pessoas nos hospitais é grande. Os profissionais são mal remunerados. O segundo ponto é a recuperação dos hospitais. Encontrei pessoas que estavam nas macas, às vezes, duas semanas esperando um quarto. Outras que estavam na cama esperando uma operação há seis meses. Fila de operação tem que acabar. Quanto às UPAs, elas têm que ser mantidas, mas tem que ter médicos. Não há pediatras.

A outra questão são os indícios de corrupção. Aquele processo de venda de remédios sem licitação é sério.

O Globo: Suponhamos que o senhor não se eleja. O que o senhor pretende fazer?

Gabeira: Em quase todas as sabatinas, você pergunta a pessoa o que ela vai fazer quando for eleita. Existe uma incidência muito grande de perguntas sobre o que eu vou fazer se não for eleito (risos). Eu nunca me dediquei à oposição no Rio. Eu tenho um trabalho nacional, que é ligado a minha interface, o meio ambiente, relações exteriores e mudanças climáticas. Mas acho que cumpri um papel nas eleições municipais (em 2008), estou cumprindo um papel agora e acho que a oposição do Rio pode se reestruturar. Não acredito, sinceramente, que a eleição está decidida. Se eu não acreditasse, não estava nessa batalha.

O Globo: Na sua biografia no site de campanha, o senhor não cita o sequestro do embaixador Charles Elbrick, em 1969, em troca de presos políticos.

Por quê?

Gabeira: Vou te contar uma coisa: eu não li minha biografia na internet (risos). Mas eu sempre falo do sequestro do embaixador americano. Tem um filme sobre ele. É um fato bastante conhecido. Não é uma coisa que você possa esconder.

Mas vou incluir isso.

Eu não tinha visto.

O Globo: No episódio do seu assessor de imprensa da campanha, que trabalha e é pago pela Câmara, o senhor diz que a lei permite. O senhor, realmente, acha legítimo usar esse funcionário na sua campanha?

Gabeira: Você está colocando questão da moralidade.

É moral ou não é? O funcionário em questão é o Marcos Veras, um amigo meu, que é o meu assessor de imprensa.

Qual é a função dele? É mediar o meu contato com a imprensa.

O Congresso está em recesso.

Em função disso, a mediação dele com a imprensa ficou reduzida à imprensa internacional e a do país procura pouco neste momento. Agora o trabalho ficou mais reduzido.

Ou ele senta no escritório e fica parado o tempo inteiro ou ele vem comigo e me ajuda neste momento sem perder suas funções. Ele não está deixando de cumprir as funções para as quais ele é pago. Está apenas otimizando o tempo dele. Então, acho que isso é moral.

O Globo: Como o senhor está vendo essa questão de quebra de sigilo e o caso da ministra Erenice?

Gabeira: Em relação à questão do sigilo, me preocupo muito com um governo popular que se sentisse não só dono do Brasil, como dono das leis. Acho que é uma coisa condenável. Quanto ao episódio da Casa Civil, acho que também é grave, que merecia toda a investigação. A Polícia Federal pega o caso, desidrata.

O que é desidratar neste caso? Tirar o conteúdo político e colocá-lo como um fato comum, do dia a dia a venda de sigilo fiscal. Essa tática eles já usaram nas outras eleições.

E vão usar de novo. O episódio dos aloprados contribuiu para levar a um segundo turno. A população não deixou de votar no Lula. Mas resolveu pensar duas vezes. Eu tenho uma expectativa sincera de que esses episódios possam contribuir para que a população decida pensar duas vezes.

Participaram da entrevista: Antônio Nascimento (editor de Esportes), Ascânio Seleme (editor executivo), Cássio Bruno (repórter de País), Cristina Alves (editora de Economia), Helena Celestino (editora executiva), Maiá Menezes (editora assistente de País), Paulo Marqueiro (repórter da Rio), Paulo Motta (editor da Rio) e Silvia Fonseca (editora de País).

O Globo – RJ
17/09/2010 – 07:03

Debate hoje no RJ com candidatos ao Governo

Hoje, o Rio

Em um estúdio especialmente montado no Iate Clube, da Urca, Folha e Rede TV! promovem na noite de hoje o debate entre os candidatos ao Governo do Rio de Janeiro.

Presenças de Sérgio Cabral (PMDB), Jefferson Moura (PSOL), Fernando Gabeira (PV) e Fernando Peregrino (PR). Mediação de Kennedy Alencar, com as participações dos jornalistas Plínio Fraga (Folha de São Paulo) e Tony Vendramini (Rede TV!).

Começa às 22h15. Só para o Rio.

Correio da Paraíba – PB
16/09/2010 – 07:27

Gabeira lembra arrancada em 2008

Política

Estacionado nas pesquisas, Gabeira lembra arrancada em 2008

Candidato também afirmou que manterá seu coordenador de imprensa

Portal Terra

Estacionado com cerca de 15% de intenção de votos nas pesquisas desde o início da campanha (em julho), o candidato do PV ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, tentou ser otimista durante entrevista ao RJ TV, da TV Globo nesta quarta-feira, lembrando a arrancada final que o levou ao segundo turno na campanha para prefeito, em 2008, mas omitindo que, naquela ocasião os votos estavam mais divididos, enquanto neste ano, todas as pesquisas apontam reeleição de Sérgio Cabral (PMDB) no primeiro turno.

“Grande parte das pessoas só toma conhecimento das eleições para governador depois que a televisão entra em cena. (…) Eu me lembro de 2008, quando fui candidato, chegamos a piores agostos, chegamos ao final de agosto com 8% e depois conseguimos crescer muito na segunda semana de setembro (…) também há uma, o que nós chamamos de combustão tardia da garotada mais jovem, é quando eles começam a tomar conhecimento das eleições e participar. E eleição para governador é muito ofuscada pela eleição para presidente”, alegou.

A apresentadora Ana Paula Araújo lembrou-o de que, “em 2008, o cenário era diferente, porque a esse altura, as pesquisas de opinião pública já apontavam que haveria um segundo turno. Dessa vez, o que elas dizem é que pode haver uma decisão em primeiro turno”.

Gabeira também afirmou que manterá seu coordenador de imprensa, que é contratado como assessor parlamentar, sendo pago via Brasília, com dinheiro público – ao contrário da candidata verde à presidência, Marina Silva, que decidiu exonerar dois funcionários.

“Nós examinamos a lei, bastante claramente, e os nossos advogados e a própria lei diz que é possível quando se trata de cargos no legislativo, não no executivo. Essa restrição legal é para o executivo (…) (ele) vai continuar (trabalhando na campanha) porque nós achamos que é absolutamente correto”, disse.

O candidato justificou a falta de assuntos como saneamento no seu programa de governo entregue ao TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral) afirmando que se tratava apenas de cumprir uma exigência formal no prazo determinado pelo tribunal.

“O primeiro parágrafo anuncia que é um programa preliminar e que nós vamos complementá-lo. (…) Eu fui a São Paulo, vieram para cá todos os dirigentes da Sabesp, para nós discutirmos a questão do saneamento básico. Então foi nesse contexto que nós formulamos uma proposta de universalização. Universalização significa levar o saneamento a todas as casas até 2020. Não significa que eu vá fazer isso, mas eu pretendo fazer minha parte até 2014. E também propusemos a universalização do serviço de água até 2016 (No meu site está (a proposta para o saneamento)”, justificou.

Gabeira afirmou ainda que “é difícil (…) mostrar à população do Rio de Janeiro, tanto no campo da saúde, no campo da educação, no campo do transporte, no campo da segurança, que as coisas não são tão maravilhosas como o governo mostra”, citando a “a propaganda de 430 milhões que o governo utilizou ao longo desse período (2007-2010)”.

O Dia On Line – RJ
15/09/2010 – 17:00

Fernando Gabeira é entrevistado pelo RJTV

Política

Fernando Gabeira é entrevistado pelo RJTV

Candidato ao governo do Rio é o terceiro a participar do RJTV 1ª edição. O entrevistado de quinta-feira (16) será Jefferson Moura, do PSOL

Da Redação

O RJTV começou a entrevistar na segunda-feira (13) os candidatos ao governo do Rio de Janeiro. O entrevistado desta quarta-feira (15) é o candidato do PV, Fernando Gabeira.

Na segunda-feira (13), o entrevistado foi o candidato Fernando Peregrino, do PR. Na terça-feira (14), o entrevistado foi o candidato Sérgio Cabral. E na quinta-feira (16), o candidato do PSOL, Jefferson Moura, será entrevistado.

A ordem das entrevistas foi definida em sorteio realizado na presença dos representantes dos candidatos. Como acertado com todos os partidos, a entrevista desta quarta será ao vivo e tem 12 minutos de duração.

Ana Paula Araújo: O nosso tempo começa a contar já, a partir de agora. Candidato, primeira pergunta, estamos aí a 18 dias das eleições, e as últimas pesquisas de opinião pública dão aí para o senhor entre 14% e 18% das intenções de votos. Esse é o mesmo patamar do começo da campanha, em julho. Por que a sua candidatura não está conseguindo atrair mais eleitores?

Fernando Gabeira: Olha é, existem várias fatores para explicar isso, mas o mais importante é que dizer boa tarde a todos, estou muito feliz de estar aqui com vocês.

O primeiro deles é que grande parte das pessoas só toma conhecimento das eleições para governador depois que a televisão entra em cena. Então só a partir do programa de televisão é que nós pudemos explicar um pouco do nosso programa e pudemos é, de uma certa maneira, trazer mais pessoas para a campanha. Então eu acredito que essa situação muda. Eu me lembro de 2008, quando fui candidato, chegamos a piores agostos, chegamos ao final de agosto com 8% e depois conseguimos crescer muito na segunda semana de setembro. Por quê? É, em setembro também há uma, o que nós chamamos de combustão tardia da garotada mais jovem, é quando eles começam a tomar conhecimento das eleições e participar. E eleição para governador é muito ofuscada pela eleição para presidente.

Ana Paula Araújo: Agora candidato, em 2008 o cenário era diferente, porque a esse altura, as pesquisas de opinião pública já apontavam que haveria um segundo turno.

Dessa vez, o que elas dizem é que pode haver uma decisão aí em primeiro turno.

Ainda resta alguma coisa a fazer para levar essa eleição para o segundo turno?

Fernando Gabeira: Eu acho que, é, não é, algo muito diferente do que tem sido feito.

Nós temos uma tática utilizando programa de televisão e dando essas entrevistas, nós temos uma tática muito simples. Uma parte do tempo nós procuramos desconstruir a propaganda de 430 milhões que o governo utilizou ao longo desse período.

E na outra parte nós apresentamos propostas . É difícil porque uma parte é que você tem que mostrar a população do Rio de Janeiro, tanto no campo da saúde, no campo da educação, no campo do transporte, no campo da segurança, que as coisas não são tão maravilhosas como o governo mostra. Então esse é um trabalho difícil.

A outra parte é exatamente apresentar propostas.

Edimilson Ávila: Candidato, o senhor tem um secretário parlamentar que é pago com dinheiro público. O senhor não estaria, perdão, ele é coordenador de imprensa da sua campanha. O senhor não estaria repetindo um erro de usar dinheiro público para benefício próprio, interesse particular, interesse da sua campanha?

Fernando Gabeira: Não, primeiro a campanha é pública, segundo, nós examinamos a lei, bastante claramente, e os nossos advogados e a própria lei diz que é possível quando se trata de cargos no legislativo, não no executivo. Essa restrição legal é para o executivo.

Edimilson Ávila: No caso da Marina Silva, candidata do seu partido à presidência.

Ela enfrentou situação semelhante, idêntica, ela preferiu exonerar dois funcionários.

Por que o senhor acha que ela agiu com muito zelo, ou ela errou?

Fernando Gabeira: Eu acho que ela agiu com muito zelo. Eu admiro muito o zelo dela, mas as nossas circunstâncias são muito difíceis, nós lutamos contra candidatos muito fortes e dentro da lei nós temos que resistir com todas as possibilidades. No futuro no Brasil talvez as campanhas sejam financiadas pelo próprio estado. Eu não sei se isso vai acontecer, mas nós estamos agindo dentro da lei com toda tranquilidade.

Edimilson Ávila: O seu secretário parlamentar vai continuar trabalhando na sua campanha?

Fernando Gabeira: Vai continuar porque nós achamos que é absolutamente correto.

Ana Paula Araújo: Candidato vamos falar agora um pouco do seu programa de governo, que nós lemos aqui como parte da preparação para essa entrevista.

Esse é o programa que foi registrado no TRE no dia 5 de julho. E nós não encontramos no programa inteiro nenhuma proposta para saneamento básico. Olha a palavra esgoto não é sequer mencionada, nem a palavra lixo, não se fala de aterro sanitário, nem de lixões, não se fala na despoluição da Baía de Guanabara, nem de rios, nem de lagoas.

A palavra lagoa foi citada uma vez e na parte de esportes. E são exatamente temas muito importantes para o Partido Verde, que é o seu partido. O senhor se esqueceu de incluir propostas nessas áreas no seu programa de governo?

Fernando Gabeira: Não, não, absolutamente. É, o primeiro parágrafo… é porque vocês tiveram que ler um programa muito grande, o primeiro parágrafo anuncia que é um programa preliminar e que nós vamos complementá-lo. Depois que houve é… a confecção desse programa para efeito de registro, que foi o programa que vocês leram, nós fizemos vários encontros para discutir essa questão. Eu fui a São Paulo, vieram para cá todos os dirigentes da Sabesp, para nós discutirmos a questão do saneamento básico.

Então foi nesse contexto que nós formulamos uma proposta de universalização.

Universalização significa levar o saneamento a todas as casas até 2020.

Não significa que eu vá fazer isso, mas eu pretendo fazer minha parte até 2014.

E também propusemos a universalização do serviço de água até 2016. Então nós estamos trabalhando. Decidimos também apresentar um fundo estadual do saneamento.

Porque nós queremos ter exatamente a possibilidade de ter o dinheiro necessário com parte do estado, federal e até do exterior para realizar isso. Eu tenho dito que o saneamento é o grande fracasso da nossa geração de políticos.

Ana Paula Araújo: Mas candidato, nenhuma dessas propostas está no seu programa de governo, que é o que está disponível para a população, para o eleitor que quer votar consciente, não está no seu site, não está no programa que foi entregue no TRE.

O programa de governo do senhor não tem nenhuma proposta sobre saneamento, o que está na internet. Isso não prejudica o eleitor que quer se informar? O programa de governo, além de ser um compromisso assumido por escrito para o eleitor cobrar depois, também não é uma fonte de informação?

Fernando Gabeira: No meu site está. Claro, nós vamos, nós vamos acrescentar, mas nós já acrescentamos, se você examinar os arquivos da TV Globo, quando eu estive lá no Canal das Tachas, eu falei sobre minha propostas de saneamento. A proposta de saneamento está sendo apresentado constantemente, hora no programa de televisão gratuito, hora nas entrevistas, hora em com nós estamos apresentando constantemente. Esse programa que está registrado no TRE foi apenas para cumprir um prazo determinado, nós afirmamos que ele seria aberto, tanto que ele está na internet, para sugestões.

Edimilson Ávila: Então vamos falar de uma proposta que o senhor disse durante as suas caminhadas, que foi sobre transporte, o senhor declarou que a sua prioridade para o metrô seria a Linha 4, ligando a Barra da Tijuca à Zona Sul, passando por Laranjeiras, que seria o traçado original que o senhor sugeriu. Mas a Linha 3, que ligaria Rio a Itaboraí, passando por Niterói, São Gonçalo, uma linha muito importante, o senhor disse que é uma linha cara e demorada e não está entre as suas prioridades.

Fernando Gabeira: Não, não.

Edimilson Ávila: Eu só queria, deixa só eu completar. Caro e demorado são argumentos para deixar em segundo plano uma população mais pobre e maior?

Fernando Gabeira: Absolutamente, pelo contrário. Como é caro e demorado, eu quero fazer, mas apresentar uma solução enquanto ele não se completa. E a solução que eu tenho proposto são barcas para São Gonçalo, porque é preciso também aliviar o sistema de barcas. Então, fazendo uma linha para São Gonçalo, partindo do Rio de Janeiro, partindo da Praça Mauá ou da Francisco Bicalho, não importa, nós teremos a possibilidade de aliviar esse processo enquanto construímos o metrô para Itaboraí.

Edimilson Ávila: Mas a prioridade continua sendo a Linha 4?

Fernando Gabeira: Não, não, absolutamente. A prioridade são as duas. Acontece que a linha que esta sendo feita para a Barra da Tijuca ela tem uma chancela do projeto das olimpíadas.

Edimilson Ávila: Não é uma exigência.

Fernando Gabeira: Hein?

Edimilson Ávila: Não é uma exigência, não está no caderno de encargos.

Fernando Gabeira: Sim, mas ela se apresenta como uma organização para as olimpíadas.

A outra também é importante, sempre foi é… apresentada como uma saída, e eu tenho lido a Itaboraí, a São Gonçalo, a Niterói e tenho falado dessa linha como uma proposta, mas apresentando também uma solução intermediária, uma solução que alivie a situação dessas pessoas. Eu viajei de ônibus de Itaboraí até a Praça XV e levei duas horas e meia para chegar. Então eu sinto cotidianamente como, é… os trens da Baixada Fluminense vêm pra cá, eu compartilho o cotidiano sofrido das pessoas para poder formular as minhas propostas.

Ana Paula Araújo: Candidato, falando agora um pouquinho de saúde, durante a campanha a gente vê que o senhor tem visitado muitas unidades de saúde e prometido melhorar o atendimento. Ao mesmo tempo, aqui no seu programa de governo há uma proposta de dar planos de saúde para as famílias dos policiais militares. Se o senhor promete melhorar a saúde pública, por que mandar as famílias dos PMs para hospital particular?

Fernando Gabeira: O primeiro ponto é o seguinte: nós temos visitado os hospitais e temos sentido uma situação muito difícil nos hospitais do Rio de Janeiro. Nós temos denunciado também indícios de corrupção na saúde, não a partir de lobby, a partir de reportagem da própria TV Globo. E nós queremos realmente melhorar. O que acontece aí no caso dos policiais isso se insere numa outra proposta, uma proposta de combater a corrupção policial com bons salários, mas com uma série de projetos que envolvam a família do policial, que dêem ao policial uma espécie de atmosfera positiva e animadora para ele se manter em sintonia com o seu trabalho.

Ana Paula Araújo: Pois é, mas se essa é uma solução para os policias, por que o senhor não propôs também plano de saúde para as famílias dos bombeiros, dos policiais civis?

Não estão incluídos nessa proposta.

Fernando Gabeira: Porque faz parte de um projeto. Eu também proponho financiamento de casa própria para policial. Por que não propor também para o pedreiro…?

Nós propomos isso no geral, mas no caso dos policiais faz parte de um projeto inspirado na Colômbia, que é exatamente destinado a combater a corrupção com aumento salarial com um conjunto de medidas que envolvam a família do policial.

Ana Paula Araújo: Com esse plano de saúde, pago com dinheiro público, o senhor pretender acabar com os hospitais da polícia militar?

Fernando Gabeira: Isso nós examinaremos adiante. Eu só posso ver como vai funcionar o plano de saúde e o que fazer também com os hospitais militares. Hoje eles estão muito abandonados.

Edimilson Ávila: Vamos continuar na saúde? Vamos falar de dengue? Na última epidemia de dengue, em 2008, 159 pessoas morreram só aqui na capital. Na época, o Democratas, que faz parte da sua coligação, governava o Rio de Janeiro. Se eleito, o senhor aí tomaria posse em janeiro, que e a época de pico aí da doença. Eu pergunto ao senhor: no combate à dengue, o senhor faria, o que o senhor faria de diferente em relação aos seus aliados do DEM quando estiveram na prefeitura?

Fernando Gabeira: Olha, eu, é… os meus aliados do DEM eu os critiquei devidamente em 2008. Eu não concordava com a política sobre dengue. Então isso pra mim é tranquilo.

Quanto ao dengue que virá – e inclusive esse tipo 4, que nós temos muito medo, pode ser uma epidemia – eu acho que o trabalho tem que ser um trabalho semelhante ao trabalho anterior, de é… semelhante ao trabalho desejado anteriormente, um trabalho de prevenção, de ir às comunidades, eu inclusive propus, entende, que nós usássemos aviões não tripulados para filmar áreas que não precisam ser atingidas.

É muito difícil em áreas muito sinuosas, muito íngremes, que você alcance os lugares perigosos. Mas se você tiver uma visão superior você pode, através do monitor, ir lá e atacar aquele… aquela… aquele foco potencial. Portanto, a nossa intenção é de buscar o máximo possível, e além disso preparar a rede para atender as pessoas e incorporar a rede particular também. Eu me lembro na época que era difícil identificar o dengue. Nós temos que preparar as pessoas para diagnosticar o dengue na hora, no tempo, é o tempo que você vai falar…

Ana Paula Araújo: Candidato, perdão interrompê-lo, temos aí mais 20 segundinhos se o senhor quiser deixar as suas considerações finais para o eleitor.

Fernando Gabeira: Apenas dizer que é… eu gostei muito da possibilidade que nós tivemos aqui de discutir as nossas propostas, peço que vejam o nosso programa de televisão, acompanhem o nosso trabalho e compreendam que é possível mudar o Rio de Janeiro.

Está tudo nas suas mãos.

G1 – Portal de Notícias da Globo
15/09/2010 – 13:55