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Do PV-Ceará:
A candidata do PV à presidência, Marina Silva, recebeu apoios importantes na passagem por Fortaleza e mobilizou uma grande legião de fãs em visita que fez na tarde deste sábado à Expocrato. Em evento com a militância durante a manhã, na Capital, Marina ganhou reforços de peso na sua luta para chegar ao Governo. A colega de Senado Patrícia Saboya (PDT), que afirmou estar ali não a senadora Patrícia, mas “uma mãe que vê em Marina a melhor opção para governar o Brasil”, e o ex- deputado e pastor evangélico Pedro Ribeiro (PR) asseguraram que farão campanha pró Marina. Quem também foi prestigiar a candidata foi o deputado Francisco Caminha (PHS), também seguidor da igreja de Marina.
Já à tarde, no Cariri, a candidata visitou a Expocrato. Em meio as muitas poses para fotos, Marina recebeu diversas manifestações de apoio e carinho, principalmente de mulheres e jovens. Um dos momentos mais marcantes da visita foi quando a candidata visitou uma casa de farinha instalada no local e relembrou o pai, cearense nascido em Messejana.
Ainda durante a manhã, em Fortaleza, a candidata inaugurou uma Casa de Marina no bairro Serviluz, evento marcado por grande participação de moradores do local. O candidato ao Governo, Marcelo Silva, e o candidato ao Senado, Polô, acompanharam Marina durante todo o dia e também foram bastante prestigiado em todos os locais que passaram.
Já à noite, após encerrar campanha no Crato, Marina seguiu para Teresina, onde iria participar de comício da candidata ao governo Teresa Brito (PV).
Do jornal O Povo (CE):
Participar de uma disputa majoritária é algo trabalhoso, isso já se sabe de antemão, mesmo para aqueles com poucos recursos e espaço no horário eleitoral. Diante disso, você acha que seria possível conciliar uma candidatura ao Governo com um curso de graduação, outro de especialização e ainda encontrar tempo para meditar? Aos 63 anos, o presidente estadual do PV e candidato do partido ao Palácio Iracema, Marcelo Silva, garante que sim. Para ele, o segredo está no equilíbrio, que diz encontrar na relação com a natureza e nos princípios do budismo.
Ouvir um “verde” – como os filiados ao PV são chamados – falar de seu envolvimento com meio ambiente pode soar eleitoreiro numa época dessas. Os relatos de vida de Marcelo, porém, indicam que essa relação com a natureza teve origem bem antes de sua história político-partidária.
Nascido ao pé da serra do Rio Gavião, em Maranguape, Marcelo foi criado num sítio, onde o pai plantava banana, fazia doces e “detestava baladeiras”. A mãe, boleira, seguia com seu tabuleiro para o mercado central da cidade todo fim de semana, para ajudar a criar os 11 filhos – Marcelo e seu irmão gêmeo, Marcus, são os mais novos. Idênticos, chegaram a trocar papéis para enganar namoradas na juventude, o que Marcelo conta com riso largo, como quem confidencia um segredo até hoje bem guardado. Adultos, um se jogou na política partidária e outro, não – porém sem se distanciar da gestão pública (Marcus foi secretário de Meio Ambiente do irmão na Prefeitura de Maranguape).
E a experiência na política começou logo com uma candidatura a prefeito de sua terra, a convite do ex-deputado Alfredo Marques, pelo PMDB, em 1988. “Perdi, mas botei na cabeça que um dia ia ser prefeito. E fui”, disse.
Como maior legado de suas duas gestões (1997 a 2004), Marcelo cita um projeto que ganhou repercussão nacional, o Rezas e Soros, em que benzedeiras foram integradas ao sistema de saúde para não só “benzer” as crianças, mas também ensinar as famílias a fazer soro caseiro, o que reduziu a mortalidade infantil.
Da experiência na Prefeitura, Marcelo esboça um livro que já tem até nome, Diário de um prefeito, no qual pretende contar os bastidores de sua gestão, incluindo “cantadas de corrupção”. “Mas nunca caí”, garante.
Daimoku
Marcelo não sabe ao certo por quanto tempo ainda estará na política. Seus planos hoje não incluem outras eleições: assim que puder, pretende se dedicar às artes plásticas. Para tornar esse plano real, começou este ano curso de Belas Artes, na Universidade de Fortaleza (Unifor), e na mesma instituição faz especialização em Pintura. Por enquanto, a preferência é por paisagens e natureza morta, pintados a óleo ou em pastel. “Sou apaixonado por casarões”, diz. Seu pintor favorito é Cândido Portinari.
Para equilibrar tantas atividades, Marcelo diz que às vezes para tudo para meditar. Prática que faz geralmente recitando o Daimoku, um dos mantras sagrados do budismo. “Às vezes no carro mesmo, paro um pouco e começo a meditar”, disse. “Para manter o equilíbrio, é essa a lógica: se vou ser mais solicitado, como agora na campanha, preciso dedicar mais tempo para meditação, para renovar as energias”, explica. A reenergização acontece principalmente em meio a natureza. “Gosto de ir para a Serra, ouvir o barulho da cachoeira, abraçar uma árvore. Como é bom receber essa energia”, disse.
No jardim da casa que usa como escritório, no Cocó, grama e plantas amareladas, sem poda e bastante murchas.
“Está assim porque passei um remédio para tirar as ervas daninhas. Depois, vai voltar a ficar lindo, e sou eu mesmo que cuido. Sou também um jardineiro”.
E-Mais
Marcelo Silva é servidor da Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza, de onde se desincompatibilizou em abril para poder disputar a eleição.
Ele pratica ainda outra atividade extraprofissional: desde a faculdade, faz entrevistas com personalidades e pessoas que considera mestres do saber popular. As entrevistas, gravadas em fita cassete, chegam a ter até 15 horas de duração, feitas em diversas sessões ao longo de meses. Entre os entrevistados, Almir Pinto e Américo Barreira.
Marcelo resistiu o quanto pôde para não ser candidato. Só foi por insistência do PV nacional e da própria Marina Silva.
Do Diário do Nordeste:
O Partido Verde do Ceará também decidiu ter candidato próprio ao Governo do Estado e homologará o nome do ex-prefeito de Maranguape, Marcelo Silva (PV), atual presidente da Executiva Estadual da sigla. O anúncio foi feito durante a sessão de ontem na Câmara Municipal de Fortaleza pelo vereador Roberto Mesquita (PV).