‘Rio Grande do Sul’

RS: Candidato Montserrat Martins (PV) criticou o monopólio do setor e cobrou novas alternativas ao Estado

Política

Prioridade para saúde e agricultura

Candidato Montserrat Martins (PV) criticou o monopólio do setor e cobrou novas alternativas ao Estado

Da Redação

Fabiano do AmaralFabiano do Amaral
Clima de cordialidade entre os adversários perdurou durante todo o debate
O candidato Pedro Ruas (PSol) defendeu os pequenos produtores rurais e disse no debate que o setor é prioridade no seu plano de governo. “Priorizaremos a agricultura familiar, que é responsável pela produção da maior parte dos alimentos consumidos pelos gaúchos”, disse. Ele destacou ainda que a integridade da população depende de um tripé formado por emprego, saúde e educação. “O problema é que não temos segurança no Estado”, afirmou. Aroldo Medina (PRP) disse que pretende cumprir a Constituição, mas não garantiu que fará os repasses de 12% das receitas do Estado à saúde. Medina lembrou que é preciso “ouvir e debater” com a classe médica os problemas da categoria.

Sobre os contratos com as concessionários rodoviárias do Estado, o candidato Montserrat Martins (PV) criticou o monopólio do setor e cobrou novas alternativas ao Estado. “Há falta de competitividade entre os transportes. Temos um transporte rodoviário congestionado, lento, caro e poluidor”, comparou.

Carlos Schneider (PMN), que tem como principal bandeira a redução de impostos, criticou Fogaça por querer dar continuidade às políticas adotadas no governo do PMDB. “Ficamos assustados com isso. O Rigotto (Germano), logo no segundo ano, aumentou a carga tributária do Estado”, afirmou.

Correio do Povo – RS
22/09/2010 – 06:50

Link para consultar lista de candidatos em todo o Brasil

http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/jsp/framesetPrincipal.jsp

Obs. se o link der erro clique no estado desejado.

Rio: Gabeira flagra hospital sem ‘maquiagem’

Política

Verde faz visita surpresa ao Carlos Chagas, do estado, e encontra atendimento improvisado e pacientes nos corredores

Rafael Galdo

O candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, fez ontem visita surpresa ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, e viu 14 pessoas em leitos improvisados no corredor da emergência, além de ouvir queixas de falta de material e de médicos. Uma realidade, segundo Gabeira, diferente do que é mostrado na propaganda do adversário, o candidato à reeleição pelo PMDB, Sérgio Cabral, e que poderia ter sido mascarada caso ele informasse sobre a visita: — Poderiam ser retiradas as macas do corredor, as imagens evidentes da superlotação — disse Gabeira, que visitou, em julho, o Hospital Estadual Getúlio Vargas e recebeu denúncia de que a unidade, antes de sua chegada, recebera “maquiagem”.
Anteontem, o verde havia divulgado visita ao Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, onde era aguardado por assessores da Secretaria de Saúde. Ele foi recebido pela diretora da unidade, Angela Aranda. Segundo o verde, enquanto a emergência estava lotada (a direção confirmou 26 pacientes no corredor), no segundo andar enfermarias reservadas a pacientes vindos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tinham leitos vagos.

— O hospital está sendo colocado num segundo plano.

Achamos que não tem sentido abrir UPA para fechar hospital.

Há vários leitos vazios esperando pessoas da UPA, pois a UPA é o carro-chefe da propaganda (de Cabral) — disse ele.

Gabeira foi abordado por funcionários.

Um deles afirmou que o hospital fazia mais de 600 cirurgias eletivas ao ano, contra cerca de 30 em 2010. Já a cirurgiã Rachel Dias Leoni disse que, embora a unidade seja de alta complexidade, tem apenas dois cirurgiões por plantão e não conta com serviços de neurocirurgia e ortopedia. A subsecretária estadual de Atenção à Saúde, Hellen Miyamoto, disse que os pacientes que estavam ontem na emergência do Carlos Chagas tinham chegado recentemente, a maioria na madrugada anterior, e aguardavam transferência.

Em nota, Hellen confirmou que o hospital tem leitos de retaguarda para as UPAs, mas que o índice de remoção dessas unidades é de menos de 1%. Ainda segundo ela, o hospital não tem emergência aberta e recebe apenas pacientes encaminhados.

Segundo Hellen, o abastecimento de medicamentos é regular e este ano foram feitas 110 cirurgias eletivas.

O Globo – RJ
01/09/2010 – 06:46

RS: Marina se encontra com deputado verde europeu

Política

Cohn-Bendit está no Rio Grande do Sul desde o início da semana

Da Redação

Ao lado de Daniel Cohn-Bendit – deputado europeu pelo Partido Verde alemão e um dos principais líderes do movimento de Maio de 68 na França –, a candidata do PV brasileiro à Presidência, Marina Silva, defendeu um novo modelo de desenvolvimento para o país, baseado na sustentabilidade. O encontro entre ambos ocorreu ontem, em Porto Alegre.

Cohn-Bendit está no Rio Grande do Sul desde o início da semana. Na segunda-feira, realizou uma conferência no ciclo Fronteiras do Pensamento. Ontem, ele e Marina estiveram num painel no Hotel Plaza São Rafael. Para o deputado, a vitória de Marina é importante para o movimento ecológico mundial.

Cercada de militantes, a candidata criticou o que chamou de uma “noção equivocada de desenvolvimento”, defendendo que ambiente e economia não poderiam ser tratados separadamente. Apoiando Montserrat Martins (PV) para o governo gaúcho, Marina também disse que sua legenda está “à frente” da tradicional divisão entre esquerda e direita.

Marina elogiou os governos Fernando Henrique e Lula e disse que não vê diferença no modelo de desenvolvimento proposto por seus dois principais concorrentes – Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Em terceiro lugar nas pesquisas, a candidata afirmou que o país se “surpreenderá” nas eleições do dia 3 de outubro, garantindo que acredita que conseguirá chegar ao segundo turno.

Em almoço com empresários na Federação das Associações Comerciais e de Serviços (Federasul), ela elogiou a política econômica dos dois mandatos de FH e a política social de Lula. Defendeu, no entanto, investimentos nas áreas de infraestrutra, como energia e logística, e na educação, apontando que “40% das crianças não conseguem chegar a 8ª série”. Também cobrou reformas que “não saem do papel”, como a tributária, momento em que foi aplaudida pelo empresariado. A candidata ressaltou a necessidade de medidas que restrinjam a compra de terras por estrangeiros no país.

Bem humorada, Marina se recusou a revelar que candidato apoiará no segundo turno caso não consiga reverter a vantagem de Dilma e Serra, mas disse que não mudará de estratégia por acreditar na “força da mensagem” de sua campanha.

Zero Hora – RS
26/08/2010 – 07:39

RS: Candidata do PV conhece as “Casas de Marina” na Vila das Torres

Candidata do PV à Presidência, Marina Silva, conhece as “Casas de Marina” na Vila das Torres, em Curitiba

Os moradores da Vila das Torres vão entregar presentes feito com lixo reciclável e uma lista de reivindicações para a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, que na quinta-feira, dia 26, de manhã conhece o local que abriga mais de 15 mil pessoas. Marina ouvirá dos líderes que naquela região falta creche para as crianças, postos de saúde e policiamento. Os catadores de lixo reciclável vão pedir o apoio da candidata para criação de uma cooperativa.

Marina, estará acompanhada dos candidatos do PV ao governo, Paulo Salamuni, e ao Senado, Rubens Hering, e dos candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Marina vai conhecer as “Casas de Marina”, a Biblioteca Jovem Cidadã, o Restaurante Popular construído pela comunidade e a Praça do Baleia.

Para Salamuni, Marina chega a Curitiba num momento importante. “A propaganda eleitoral começou para valer há uma semana e nossa candidatura está cada vez mais conhecida. Marina vem reforçar o programa do PV para o governo do Paraná”.

Desde o início da campanha, essa é a segunda visita oficial de Marina, como candidata a Curitiba. No Datafolha divulgado há 10 dias, Marina estava com 19% dos votos válidos em Curitiba. O PV, que este ano lançou em chapa pura 130 candidatos, prevê que vai eleger no dia 3 de outubro 4 deputados estaduais e 2 federais.

A candidata do PV à Presidência segue no começo da tarde para Maringá onde cumpre agenda ao lado dos candidatos da região Noroeste.

Assessoria de Imprensa
Partido Verde do Paraná
(41) 3232-9333

Para Montserrat, é prioridade reativar o projeto Pró-Guaíba

Política/Eleições

Redação

O candidato do Partido Verde (PV) ao Palácio Piratini, Montserrat Martins, pretende desenvolver o Estado com indústrias de tecnologia limpa, através de incentivos fiscais para atrair essas empresas ao Rio Grande do Sul. Ele justifica que o balanço é positivo para o Estado, que depois gasta menos para despoluir a água.

Nesta entrevista ao Jornal do Comércio, Montserrat informa que pretende reativar o Pró-Guaíba, maior programa ambiental da história do Estado para despoluição da Região Hidrográfica do Gauíba, abandonado pelo governo no início dos anos 2000. “O financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) foi interrompido por falta de contrapartida do Estado. O Pró-Guaíba é emergencial”, define.

Jornal do Comércio – O PV gaúcho mudou, houve uma nova orientação da direção nacional com a entrada de Marina Silva, candidata à presidência pela sigla. Isso influenciou sua candidatura?

Montserrat Martins – Chamamos a mudança a partir do ingresso de Marina de “refundação do PV”. Minha motivação para ser candidato está neste contexto. Na pré-convenção, houve quatro pré-candidatos ao governo e fui eleito por dois terços dos delegados do Rio Grande do Sul. Marina gerou um entusiasmo absoluto. O PV é muito menor que os grandes partidos, mas é o mais entusiasmado, tanto que lidera em número de candidatos a deputado e à majoritária. Houve esse movimento de renovação do PV gaúcho, Marina trouxe como critério, além da sua clareza programática, uma identidade partidária, que faltava ao PV do Rio Grande do Sul.

JC – Aqui em Porto Alegre, em uma eleição apoiou o PP e na outra o P-Sol.

Montserrat - Exato, faltava identidade partidária e candidaturas próprias. Agora, o partido tem como preocupação, primeiro, expor seu programa de governo para a sociedade. Antes de Marina, o PV ficava preocupado com questões imediatas, como o resultado das eleições. Nosso pensamento é ganhar as eleições, mas, independentemente do resultado, o PV vai sair fortalecido. Queremos demonstrar que a nossa proposta é a melhor.

JC – Qual é sua principal proposta para o Estado?

Montserrat - A população espera que o governo gere renda e emprego. E é necessário que a economia vá bem para que haja um bom atendimento na saúde, na educação, na segurança. A melhor forma de desenvolver a economia do Rio Grande do Sul é torná-lo um polo de tecnologias limpas.

JC – Como?

Montserrat - Dando incentivos fiscais para atrair empresas com essas novas tecnologias, que são a economia do século XXI. A indústria do século XX, poluidora, gera um grande custo para o Estado. Quando se poluí a água, o governo gasta para despoluí-la. O que vamos fazer? Atrair indústria como as de filtros químicos – aquele equipamento para não jogar resíduos na água, no solo, no ar. São equipamentos caros. Mas se produzirmos no Estado com incentivos fiscais, vamos tornar esse produto mais barato para as nossas indústrias. Principalmente para 80 mil pequenas e médias indústrias que não conseguem se adaptar à legislação.

JC – Como seria esse incentivo fiscal?

Montserrat - Isso já foi feito, por exemplo, para a indústria automotiva. “Damos terreno, infraestrutura, menos impostos…” Enfim, vamos usar todos os mecanismos para facilitar que 80 mil pequenas e médias empresas possam estar de acordo com a legislação ambiental, fazendo o tratamento dos resíduos e, com isso, economizando gastos do Estado no tratamento de água.

JC – Essa é a prioridade?

Montserrat - É uma diretriz: prioridade absoluta para a tecnologia limpa. Essas são as empresas do século XXI, que vão gerar emprego sustentável. Não adianta gerar emprego num modelo industrial antigo, em que depois a pessoa perde. E fazendo os cálculos, essa é a renúncia fiscal que vale a pena, porque estamos economizando em tratamento de água. São cálculos que os países evoluídos já fizeram.

JC – O senhor cortaria incentivos fiscais de outros setores?

Montserrat - Os incentivos dados à indústria do tabaco devem ser revertidos às indústrias que interessam ao Estado. Porque o ICMS pago pelas indústrias de tabaco não compensa… E a indústria do tabaco não precisa de incentivo, ela já prospera por um hábito popular.

JC – O senhor romperia esses contratos, não renovaria?

Montserrat - Não se rompem contratos. E a questão da indústria do tabaco não é por preconceito, mas pela saúde da população e por uma questão econômica. A Inglaterra já fez esse estudo – calculou o custo das doenças ligadas ao cigarro, não só pulmonares, principalmente cardiovasculares -, o gasto hospitalar é muito maior do que o que Estado ganha em ICMS. Então, é economicamente incoerente. E a expressão sustentabilidade não se refere só à questão ambiental, mas também à econômica.

JC – Tecnologias limpas são sua prioridade para o Estado, que gasta menos em tratamento da água, por exemplo. A propósito, seu programa de governo cita o Pró-Guaíba. Irá procurar o BID para retomar esse programa?

Montserrat - Com certeza. A saúde começa na água que a gente bebe. Se as pessoas forem ler “a bula” da água que estamos bebendo, vão se assustar. O Estado está se omitindo em relação à qualidade da água. E a paralisação do Pró-Guaíba ocorreu por falta de contrapartida do Estado. Só por isso o BID suspendeu o financiamento. O Pró-Guaíba é uma questão emergencial. Houve a mortandade de peixes no Rio do Sinos, também por omissão do Estado, e no Rio Gravataí. Então, se os peixes estão morrendo, o próximo afetado é o ser humano. A gente não tem medida do quanto a população pode estar sendo afetada pela água que bebe. Há uma diferença grande entre a água em estado natural e a água tratada e retratada.

JC – Qual?

Montserrat - A quantidade de substâncias químicas que existe na água – quanto mais vezes ela é tratada, menos se consegue tirar dela todas as substâncias potencialmente nocivas à saúde. É algo assustador dizer isso à população, mas essa água pode trazer problemas gastrointestinais, tumores, é potencialmente causadora de câncer. As ações do Estado para a preservação dos mananciais e para o reúso da água estão muito longe do que os técnicos indicam. E no Rio Grande do Sul, ao invés de o Estado seguir as orientações científicas, está desconstituindo os técnicos e colocando indicações políticas, como foi o caso da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental). Houve uma desconstituição da diretoria técnica da Fepam.

JC – Como o senhor avalia a Secretaria do Meio Ambiente?

Montserrat - Está desconstituído o zoneamento ambiental, para a gestão territorial. Todo o trabalho da Fepam foi desconstruído nesse governo, que abandonou as questões técnicas e científicas e substituiu por orientações político-partidárias. Ou seja, os interesses imediatos foram colocados no lugar de profissionais que estavam orientando cientificamente como deveria ser a preservação ambiental.

JC – Um dos fatores para o Estado desativar o Pró-Guaíba foi a falta de recursos, tanto que não conseguiu dar a contrapartida. Então, como retomar o Pró-Guaíba?

Montserrat - Em relação a recursos, cabe observar que a renegociação da dívida do Estado com a União foi absurda, na medida em que os índices de correção dessa dívida são maiores que os índices da inflação. Esse contrato, feito no governo (Antonio) Britto (PMDB), foi nocivo ao Estado e tem que ser revisto. E a opinião pública deve estar bem informada a esse respeito. Quando a opinião pública está atenta, os Poderes estaduais, federais são sensíveis. Os recursos do Estado estão se esvaindo, são 18% para pagar a dívida, é absurdo.

JC – Além da questão ambiental, quais são as outras propostas do PV?

Montserrat - A questão do ambiente humano. A relação que o governo tem com os servidores da segurança, os professores, os funcionários da saúde. Hoje temos um Estado burocrático, não acessível. A gente vê no dia a dia que as pessoas estão desassistidas de saúde, educação, segurança. O Estado está muito longe, não chega à população, porque não chega nem aos próprios servidores. Então, queremos dar ênfase a propostas para sanar o ambiente humano.

JC – Qual é o seu programa para a área da saúde?

Montserrat - A prioridade é que o Estado assuma a responsabilidade pelo tratamento de dependência química, porque hoje está se omitindo, terceirizando. E isso não geraria nenhum custo adicional. Pelo contrário, a terceirização é mais cara o Estado e totalmente ineficaz.

JC – E o Programa Saúde da Família (PSF)?

Montserrat - É essencial. Os três níveis têm que participar: federal, estadual e municipal. Faria todos os esforços para o melhor funcionamento do PSF, inclusive com o planejamento familiar, outra questão essencial. O Estado tem se omitido e há altos índices de gravidez na adolescência.

JC – Outro problema é a superlotação das emergências.

Montserrat - Tem a “ambulâncioterapia” do Interior para a Capital. Isso requer um investimento nos polos regionais, cidades que tenham hospitais de referência, para que a pessoa não precise vir a Porto Alegre. Sabe onde está 20% da população que lota as emergências de Porto Alegre? Em quatro cidades onde a estrutura hospitalar é precária: Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí e Viamão.

JC – E os gargalos da infraestrutura do Estado?

Montserrat - Um polo de tecnologias limpas tem que contar com um sistema de transportes multimodal. A expansão da malha ferroviária para cargas e passageiros, com metrô integrado na Região Metropolitana, com hidrovias… Hoje temos menos de 3 mil quilômetros de ferrovias e menos de 300 quilômetros de hidrovias. Claro, a BR-116 também é emergencial. Temos que atender nas duas pontas: o que desafoga o trânsito, além de antecipar o futuro – temos que ter uma malha ferroviária de cargas e passageiros.

JC – Qual sua posição sobre os pedágios?

Montserrat - É caro. Mas principalmente por falta de alternativas. Se só investirmos em rodovias, ficamos dependentes do monopólio das rodovias. Temos que gerar outra logística. É a melhor forma de baratear o preço do transporte, a livre competição. E simplesmente pressionar as concessionárias não é sustentável a longo prazo.

JC – A propósito, qual sua avaliação sobre o tamanho do Estado?

Montserrat - Convivemos com um Estado mínimo em certas áreas e burocrático em outras. Na educação, o Estado é burocrático na medida em que as verbas não chegam à sala de aula. Existem 30 coordenadorias setoriais em educação. Esses 30 coordenadores não são eleitos, são indicados politicamente. E os professores se queixam que eles estão sobrecarregados porque muitos indicados políticos não estão na sala de aula. Então, significa que, com essa burocracia estatal, a necessidade da comunidade escolar não vai ser atendida. Propomos a criação de um conselho gestor de educação, com os 30 coordenadores regionais eleitos pelos próprios professores da rede pública, acompanhados do conselho deliberativo, com representantes também de pais de alunos.

Perfil

Montserrat Antônio de Vasconcellos Martins, 51 anos, é natural de Porto Alegre. Formado em Medicina pela Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, em 1982, também estudou Jornalismo na Fabico e formou-se em Direito na Ufrgs em 1996. Tem especialização em Psiquiatria e Terapia de Família. Trabalhou no Juizado de Menores, no Hospital Parque Belém, no Conceição, no Murialdo, na área de saúde mental e terapia de família. Foi professor da UniLaSalle e da Pucrs. É médico concursado desde 1997 no Tribunal de Justiça do Estado e atua na Vara da Infância e Juventude, atendendo adolescentes com problemas de conduta e de drogas. Sua militância política começou quando era estudante universitário, na época da redemocratização. Filiou-se ao PT em 1982. Deixou a sigla em 2005, mas nos anos 1990 já não tinha vida partidária. Voltou a atuar nos anos 2000, no Partido Verde (PV), preocupado com o aquecimento global. Assinou ficha na sigla em 2005, mas já ajudou o PV na eleição de 2004. Em 2006, foi um dos coordenadores da campanha dos verdes ao governo do Estado. Disputa cargo público pela primeira vez neste ano como candidato ao Palácio Piratini do PV.

Jornal do Comércio – Porto Alegre – Notícia da edição impressa de 16/08/2010

Conheça Montserrat Martins, o candidato a governador do PV RS

Montserrat Martins é médico e tem formação multidisciplinar que inclui ciências jurídicas e sociais, comunicação e cinema. Graduou-se em Medicina em 1982 pela atual UCSPA (2ª melhor do país após a USP, segundo o MEC). Posteriormente formou-se em Direito pela UFRGS em 1996, sendo aprovado no exame da OAB do mesmo ano. Também foi acadêmico de Comunicação Social e fez cursos de Cinema e Roteiros, tendo dirigido o filme Lucas, que foi apresentado na rede de Escolas Abertas de Porto Alegre em 2004. Tem especialização em teoria dos sistemas, utilizada tanto para as relações humanas, como nas relações com o ambiente, sendo também consultor de empresas nesta área. Participou ainda da implantação da Justiça Restaurativa como membro da equipe técnica da infância e da juventude, num projeto piloto para o país.

Participou da renovação da política nos anos 80, ajudando a organizar candidaturas e movimentos populares, sem jamais disputar cargos. Consolidada a democracia, focou-se nas atividades profissionais, sendo sócio-fundador da AGTEF (Associação Gaucha de Terapia da Família) e publicando o livro Terapia Existencial da Família em 1997. Trabalhou em vários hospitais de Porto Alegre, atendendo em ambulatórios. Está no PV desde 2002 e colaborou diretamente na organização das campanhas de 2004 e 2006, quando fez parte da Coordenação de Campanha e sistematizou o programa de governo, a AGENDA 43. Esta é a base do programa de governo que será atualizada em 2010 (pelas Comissões Técnicas do PV) e que pode ser encontrada no site www.agenda43.com.br

Também colabora com jornais e sites regularmente, expondo questões humanas e ambientais de modo acessível ao grande público. Esses artigos podem ser encontrados digitando-se o nome do autor nos sites de buscas. É signatário do manifesto das associações ambientais pela preservação da legislação ambiental do RS e vem atuando em causas sociais e ambientais principalmente na região metropolitana, sendo reconhecido por sua atuação profissional em busca de alternativas para o enfrentamento do problema da violência urbana.