Pernambuco: Ideias verdes para uma cidade sustentável
O Partido Verde – PV está consolidando um plano de desenvolvimento sustentável para Jaboatão dos Guararapes, visando transformar a cidade em modelo no Estado de Pernambuco. Os verdes participam da gestão do prefeito Elias Gomes (PSDB), dirigindo a secretaria municipal do meio-ambiente, com o secretário Márcio Mendes (PV), e liderando o governo na Câmara Municipal, com o vereador Edmilson Monteiro (PV). Jaboatão é a segunda cidade de Pernambuco, com mais de 640 mil habitantes, situada ao lado do Recife.
Estamos formulando um programa para aplicar nos municípios onde o PV tem participação administrativa. Queremos contribuir com idéias arrojadas e de baixo custo, aplicáveis à realidade financeira de cada cidade.
Veja a seguir, algumas idéias que estão sendo discutidas e aprofundadas para implantação em Jaboatão dos Guararapes – PE. Em breve, estarão no novo site do PV, em canal de discussões temáticas, agregando a participação da sociedade:
RECICLETA – Plano integrado de coleta seletiva de lixo
Programa de reciclagem de lixo com benefício social. Apoio aos catadores, com financiamento da Recicleta: uma bicicleta com 2 ou 3 lugares e reboque com depósito de material, para substituir as anacrônicas carroças de tração animal ou puxadas pelos catadores. Articulação de parceiros para fabricar protótipos. A Recicleta será integrada a um sistema de cooperativas, aproveitando a idéia já consagrada do Edifício Ecológico (condomínios que separam o lixo para os catadores credenciados). Isso reduzirá o volume de lixo que segue para os lixões e aterros sanitários, atenuando o problema da saturação atual de Jaboatão. Com mobilização e comunicação é possível reduzir rapidamente mais de 50% do lixo que segue hoje para os lixões, gerando múltiplos benefícios.
EMPREGOS VERDES – Transformando desperdício em emprego e renda – criando uma nova economia sustentável
Priorizar a criação de emprego e renda com projetos de redução de desperdícios e aproveitamento de resíduos (exemplo: Recicleta – que além, de focar a reciclagem de lixo, poderá gerar uma produção local de Recicletas que poderá ser depois exportada para outras cidades e regiões, gerando empregos e impostos para o município). É um projeto em sintonia com a emergente economia sustentável.
a. Fábricas comunitárias de Eco-Sacolas – programa de incentivo a cooperativas de produtores de sacolas de pano ou de material durável, para substituir as poluidoras sacolas de plásticos (usadas em supermercados e padarias). A ideia é criar uma marca única – de interesse social – que será aplicada em todas as sacolas produzidas em comunidades da periferia – para incentivar a aquisição, com o lema: Usando esta sacola você está protegendo o meio ambiente e gerando emprego em Jaboatão. Designers voluntários orientarão a produção para garantir atratividade visual.
b. Fábrica Comunitárias de Derivados de Garrafas PET – como o Eco-Varal, fábrica cooperativa de fios (similar ao nylon) articulada pelo PV em Diadema – SP. Aproveitar outra experiência da Fundação Ondazul – produção de sofás (mobília reciclada) a partir de garrafas pet (podendo gerar fábricas de produtos de preço acessível para comunidades pobres).
c. Programa de Difusão de Torneiras Econômicas – Uso inteligente da água
Criar programa em parceria com condomínios, fabricantes e fornecedores de torneiras (com possível participação da Compesa) para a substituição de torneiras convencionais por torneiras econômicas (com sistema de pressão e redutores de saída d’água). Estudos demonstram a redução imediata do consumo em torno de 50%, gerando economia na conta de água e de energia (pois reduz o bombeamento).
Levantamentos iniciais indicam que a economia de água e energia nos condomínios compensa em poucos meses a aquisição dos novos equipamentos. Além disso, a instalação das novas torneiras e assessórios vai possibilitar a geração de muitos empregos e movimentará a economia (e as torneiras antigas podem gerar um outro programa de reaproveitamento ou reciclagem).
Adicionalmente, a prefeitura pode estudar, com a Câmara Municipal, a criação de lei obrigando a instalação de medidores individuais em condomínios para motivar a economia d’água. A Compesa pode ser parceira, pois a redução do consumo evita ou prorroga grandes investimentos para atender à crescente demanda. A água que é desperdiçada pode ser oferecida em comunidades que hoje não conseguem acesso.
Por outro lado, a COMPESA poderia participar da parceria, possibilitando que os custos dos produtos instalados sejam financiados/descontados na conta mensal de água (diluindo os custos em diversos meses, mantendo a conta no mesmo patamar para o usuário).
d. Incentivo a uso de energia solar em condomínios e empresas
Pode gerar empregos e movimentar a economia local (seguindo a mesma lógica do projeto acima)
GOVERNO SUSTENTÁVEL
a. Criar programa interno na prefeitura para eliminação de desperdícios; otimização de matéria e energia; reciclagem e aplicação de soluções sustentáveis em todas as áreas do governo. Ser exemplar e criar nova cultura de eco-eficiência. Já existem padrões usados em empresas e órgãos públicos que podem ser facilmente aplicados, sem investimentos (apenas comunicação e educação). Economia revertida em mais investimentos sociais no município.
b. Criar um selo e um prêmio para as escolas municipais que mais aplicarem no seu dia-a-dia soluções sustentáveis (que depois poderão ser replicadas em outras escolas). Pode ser um prêmio a ser lançado na próxima semana do meio ambiente, com resultados no final do ano escolar.
c. Criar prêmio também para todas as áreas internas da prefeitura que apresentarem as melhores soluções para economia e otimização, não apenas do ponto de vista ambiental, mas na eficiência administrativa. O prêmio pode ser uma viagem dos servidores criativos para conhecer projetos de sucesso em outras cidades do Brasil (trazendo mais motivação e idéias para aplicar em Jaboatão).
d. Criar nos prédios da prefeitura e da secretaria de meio ambiente uma vitrine de soluções sustentáveis. Buscar parcerias para demonstrar produtos e serviços disponíveis no mercado. Isso pode ser feito também sem custos (apenas abrindo espaço para as empresas demonstrarem suas idéias e soluções, selecionadas em edital simplificado, já que não haverá investimentos de recursos públicos nas demonstrações).
CONTENÇÃO DO AVANÇO DO MAR
Estudar a viabilidade de afundar carcaça de navio (devidamente tratada) nas proximidades da praia, como forma de atenuar a força das águas que avançam sobre a orla. Pode ser mais barato e mais ecológico do que as atuais intervenções com diques de pedra e concreto. Além disso, com o tempo, a carcaça se integra ao ambiente marinho e se transforma em arrecife artificial, promovendo a prática de mergulho e turismo. Os estudos podem ser feitos em parceria com a UFPE que já dispõe de pesquisas realizadas na área.
CICLOVIAS INTEGRADAS ao transporte coletivo
Detectar pontos de maior uso de bicicletas e planejar projeto piloto de ciclovias integradas com transporte coletivo (com estacionamento seguro – bicicletário – próximo a estações de ônibus-metrô). Pode iniciar com ciclofaixas e estacionamentos (com pouco investimento) e evoluir para sistema integrado de ciclovias, com aluguéis de bicicletas, como já acontece em outras cidades brasileiras. A prefeitura pode fazer parcerias para facilitar a aquisição de bicicletas, gerando economia de transporte para trabalhadores de baixa renda. Podemos trazer Alfredo Sirkis (vereador do PV, ex-secretário de Urbanismo do Rio de Janeiro e responsável pela implantação do maior sistema cicloviário no Brasil, no Rio), para realizar palestra sobre o assunto e indicar os passos para implantar um projeto piloto.
QUIOSQUES SUSTENTÁVEIS – novo ordenamento da orla
Instalar modelo, para avaliação de viabilidade, em parceria com o SENAI (que desenvolveu um protótipo ecológico de quiosque de praia – com energia solar e eólica, coleta seletiva de lixo, iluminação natural, eixo giratório para acompanhar a posição do sol, uso de material reciclado etc). A prefeitura pode estudar a implantação de uma ou duas unidades, em parceria com SENAI, com empreendedores da orla e com empresas que podem anunciar em espaço publicitário determinado, evitando ou reduzindo investimento de recursos públicos. O papel da prefeitura será avaliar a viabilidade e disciplinar a aplicação da solução em toda a orla (juntamente com outras iniciativas de disciplinamento).
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