Pesquisa não influencia candidatura, diz Marina
Da Folha de S. Paulo:
A senadora Marina Silva (PT-AC) reiterou ontem que os seus 3% de intenções de voto apontados pela pesquisa Datafolha não influenciam em sua decisão de se lançar candidata à Presidência pelo PV. “O resultado dessa reflexão não está subordinado às pesquisas, mesmo que tivesse apenas um traço”, disse a senadora, que anuncia nos próximos dias a resposta ao convite feito pelo PV.
Marina Silva lembrou que também começou com 3% nas pesquisas de intenções de voto quando disputou o primeiro mandato ao Senado, em 1994. Ela observou que a pesquisa Datafolha expressa “a realidade de quem nunca se expôs” entre os candidatos ao Planalto. “Estou tranquila”, insistiu.
A senadora participou ontem em São Paulo de reunião do Movimento Brasil Sustentável, ainda em formação e que conta com empresários e acadêmicos. Em sua página na internet, o movimento se apresenta como articulação da sociedade civil voltada “para a construção e disseminação de uma nova visão de país, com o objetivo de colocar a sustentabilidade no centro das decisões estratégicas nacionais”.
O movimento é coordenado por Oded Grajew, um dos primeiros empresários a apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto.
Hoje, Marina Silva irá a Belo Horizonte (MG) para tomar posse no conselho consultivo da Fundação Dom Cabral, escola de negócios e de formação de empresários.
Segundo a senadora, a participação nos encontros com empresários ontem e hoje já estava acertada antes do convite para disputar a eleição de 2010 pelo PV.
Marina Silva deve anunciar a troca de partido antes de confirmar a candidatura ao Planalto. A formalização da candidatura dependerá da definição de um projeto de governo.
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Guilherme Scalzilli escreveu:
O Vox Populi embaralhou tudo
Pesquisa divulgada ontem na TV Bandeirantes contradisse frontalmente o Datafolha. Agora as acusações de fraude ganharam alguma solidez. A diferença nos números supera as margens de erro e é muito grande para ter sido provocada apenas por especificidades na preparação dos levantamentos.
O cenário do Vox Populi renova as chances de Dilma Rousseff, relativiza a influência de Ciro Gomes e indica a inevitabilidade de um segundo turno, qualquer que seja o quadro de candidatos – de modo chocante, são conclusões quase opostas às sugeridas pelo Datafolha. E, novamente, as lacunas falam por si: não houve gráfico mostrando as curvas de José Serra (descendente) e Dilma (ascendente), nem projeção de segundo turno ou (por que será?) uma amostragem da rejeição espontânea do eleitor.
As próximas pesquisas serão importantes para medir até onde o grupo Folha está disposto a mergulhar para influenciar as eleições vindouras. Houve a planilha de gastos do casal FHC, depois a ficha falsificada contra Dilma e atualmente essa lamentável, patética orquestração para atingi-la através de uma ex-funcionária ressentida e flagrantemente mentirosa. Caso insistam no equívoco e se dediquem a inventar realidades virtuais, instituto e grupo jornalístico vaporizarão a pouca credibilidade restante. E me pergunto: valerá a pena?