Do blog de Alfredo Sirkis (RJ):

Há uma clara ação de origem petista para tentar desgastar a candidatura de Marina em setores da classe média e, em particular, entre o público gay e feminista. Já foram identificado pelos marqueteiros adversários como motes a serem explorados termas como casamento gay, aborto e drogas pelo lado avesso do que em geral são explorados pela direita mas com igual dose de preconceito e intolerância. A imprensa que tem uma enorme dificuldade de lidar com nuances e sutileza, prefere simplificar grosseiramente essas questões quando não deturpa-las completamente.

Na segunda-feira, por exemplo, na reportagem sobre a parada gay, no Rio, a matéria de O Globo faz exatamente isso. Insinua erradamente que Marina é contra a união civil de pessoas do mesmo sexo e busca aspas de uma das participantes da parada a partir desse pressuposto. A partir daí extrai uma “declaração de não voto” em Marina. Essa é apenas uma de muitas matérias análogas nesse vicio jornalístico do “ouviu o galo cantar mas não sabe aonde”.

Por isso é bom clarificar as posições de Marina bem como as programáticas do Partido Verde sobre esses temas as vezes chamados de “malditos” que contêm questões de cidadania importantes mas que em campanha eleitoral quase sempre são instrumentalizadas como cascas de banana.

1) União civil de pessoas do mesmo sexo ou “casamento gay”?

Um partido laico como o nosso, uma candidatura laica como a de Marina e um estado laico como desejamos que continue a ser o brasileiro não discute “casamento gay”, uma expressão carregada de subjetividade negativa, mas o direito de pessoas do mesmo sexo à união civil estável para todos os efeitos com mesmos direitos e deveres do matrimonio civil.

Marina já se declarou favorável a isso de forma clara, inequívoca.

Ela permite-se, no entanto, evitar utilizar a expressão “casamento gay” porque isso fere sua sensibilidade religiosa –e a de milhões de brasileiros– que acreditam no casamento pela sua definição bíblica de união entre homem e mulher.

Qual o efeito prático dessa distinção semântica para o reconhecimento do exercício cidadão desse direito? Nenhum! Nesse caso não se trata sequer de uma divergência entre Marina e o programa do PV que pudesse ensejar recurso à “cláusula de consciência”. Marina é a favor do pleno reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo e ponto final.

2) Aborto

Nesse caso existe, de fato, uma diferença entre nós. Os verdes programaticamente defendem a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez por decisão da mulher e Marina como milhões de outras pessoas em todos os partidos é contrária a isso por motivo religioso.

A diferença aqui não é ser “a favor” ou “contra” o aborto mas a questão de qual a melhor estratégia para diminuir o sofrimento humano e ir desestimulando a prática do aborto até, idealmente, fazê-lo desaparecer. Os verdes estão convencidos que seria mais correto descriminaliza-lo acabando com a hipocrisia reinante no país onde o aborto é amplamente praticado e tolerado –em clinicas com nome de santo…– de uma maneira deletéria sobretudo às mulheres pobres e agenciadora da corrupção policial.

Por motivos religiosos Marina é contrária à legalização do aborto mas defende a realização de um plebiscito sobre o tema. Se ele fosse realizado hoje provavelmente a posição contrária venceria mas, no futuro, pode acontecer o que sucedeu em Portugal.

Nessa caso temos uma diferença que é superada pela afirmação laica do caminho democrático de arbitragem do tema: o voto popular de uma república laica.

3) Drogas

Temos aqui questão parecida. O PV defende a descriminalização da canabis que para todos efeitos já é praticamente vigente no país e defende que se comece a discutir a questão da legalização das drogas, em geral, como caminho de passagem do problema da esfera do morticínio na disputa armada do mercado das drogas para o campo da saúde pública, embora não proponha isso a curto prazo e sim dentro de uma concertação internacional a longo prazo.

Essa posição não implica em nenhuma defesa ou promoção do uso de drogas mas de uma análise lúcida da realidade sob a ótica da redução de sofrimento em sociedades onde a droga jamais deixará de existir pela força da repressão e onde produz um sofrimento infinitamente maior pela guerra do que pela eventual intoxicação e dependência das substâncias. Marina não é favorável a esta nossa visão expressa no programa verde e recorre à objeção de consciência defendendo também neste caso o recurso ao plebiscito. Podemos viver com isso.

Numa campanha eleitoral a nuance é um problema. É muito mais fácil ser “contra” ou “a favor” preto no branco sem meios tons dúvidas ou nuances. Mas a vida os tem mais do que soe admitir nossa vã filosofia de direita e esquerda conservadoras. Nela abundam os meios tons as nuances e complexidades. O fato dos verdes colocarem essas questões fora das simplificações grosseiras e dos maniqueismos tolos é ponto a favor de uma nova política.

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Você é meu convidado a assistir o encontro “Meu Senador é Sustentável” que será transmitido pela TV do PV. ( www.tvdopv.com.br )

É o primeiro de uma série, onde expositores e convidados vão falar sobre temas de fundamental importância para a agenda do desenvolvimento sustentável.

O tema será “O papel do senador verde” e a mesa vai ser composta por João Paulo Capobianco, Eduardo Giannetti e por mim.

É dia 8/6/2010 das 19h às 21h. Não perca.

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Amanhã (29.5), dois eventos transmitidos ao vivo pela TV do PV. Direto de Campinas/SP, o Seminário São Paulo Sustentável, que ocorrerá também no domingo.

E direto de Campo Grande/MS, o Encontro Regional Centro-Oeste do PV.

Ao vivo, pela TV do PV: http://www.tvdopv.com.br.

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O encontro é uma iniciativa da Secretaria de Mobilização e Movimentos Sociais do PV-DF para debater a atual conjuntura política no DF, na perspectiva de ajudar a vislumbrar perspectivas e caminhos que superem o caráter plebiscitário que se quer dar às eleições nas várias esferas local e nacional.

Segue o convite para a atividade, que ocorrerá na próxima quarta, dia 26 de maio de 2010, às 19h30, no Auditório do Contec (Av. W/4 Sul SEP EQ 707/907, conjunto A/B, Brasília, DF), com o tema CONJUNTURA POLÍTICA DO DISTRITO FEDERAL.

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Estamos todos na expectativa da apresentação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B – SP) sobre o Código Florestal.

Com todo o respeito devido à autonomia parlamentar, acho fundamental que todos os presidenciáveis se posicionem em relação a esse relatório. Isso porque ele sinalizará se o Brasil continuará avançando nos esforços para proteger suas florestas ou se vamos ter um retrocesso histórico, com anistia dos crimes ambientais e estímulo para se destruir ainda mais nossas florestas.

Se de fato somos a favor do desenvolvimento sustentável e da construção de uma nova narrativa para a economia do Brasil, devemos dar consequência prática às declarações políticas, assumindo a defesa dessa visão, inclusive agora no debate no Congresso Nacional.

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Diante de uma platéia com cerca de trezentas pessoas, os pré-candidatos do Partido Verde ao Governo de São Paulo e ao Senado debateram suas propostas durante o seminário “Eleições 2010 – O futuro de São Paulo”, realizado neste domingo, 21/3, em Itu, São Paulo.

A senadora Marina Silva, pré-candidata dos verdes à Presidência da República participou da mesa de abertura ao lado do presidente nacional José Luiz Penna, do presidente estadual Maurício Brusadin e do coordenador geral da pré-campanha, Alfredo Sirkis.

Marina empolgou a platéia e foi aplaudida de pé ao dizer que o PV tem um projeto diferenciado e que segue confiante na disputa ao Planalto. “ Não estamos nem à direita, nem à esquerda. Estamos à frente. Tenho respeito por Dilma e por Serra, mas o desenvolvimento e o crescimento do país devem priorizar a melhoria da vida das pessoas e é isto que o Partido Verde propõe. Eu não tiro votos de ninguém porque ninguém é dono dos votos. Eu conquisto é o voto do eleitor, que já entendeu que o Brasil precisa de um projeto generoso e moderno como o do PV.”

O evento foi transmitido ao vivo pela internet através da TV do PV (www.tvdopv.com.br) e contou com a participação de cerca de três mil internautas de todo o Brasil que enviaram perguntas aos debatedores com a intermediação da dirigente nacional Fernanda Bandeira de Mello.

A primeira rodada reuniu os pré-candidatos a governador Rogério Menezes, Marcos Belizário, Jovino Cândido e Fábio Feldmann, que durante quase duas horas falaram sobre educação, transporte, meio ambiente, saúde e recursos hídricos.

Em seguida foi a vez dos pré-candidatos ao senado compartilharem suas idéias com os filiados. Os dirigentes Marco Antonio Mroz e Vera Motta e o empresário Ricardo Young (ex-presidente do Instituto Ethos) responderam a perguntas sobre defesa nacional, pré-sal, transparência e demandas de energia.

Nova fase

Para o presidente estadual Maurício Brusadin, o PV de São Paulo inicia uma nova fase de sua história com a participação direta dos filiados nas discussões programáticas e eleitorais do partido.

“O PV saiu na frente ao utilizar a tecnologia da informação como uma fórmula democrática para ampliar o debate com sua militância. Estamos em todas as redes sociais, temos uma rede própria na plataforma Ning e temos também a TV do PV, que transmite nossas atividades ao vivo e disponibiliza todas as imagens on demand no site. E agora, na discussão do processo eleitoral, não podia ser diferente.”

Brusadin lembrou que, numa iniciativa inédita, desde o ano passado o PV está recebendo sugestões e propostas pela internet para a elaboração de seu plano de governo e também para o aperfeiçoamento de seu programa através do site da Fundação Verde Herbert Daniel (www.fvhd.org.br) . “A interatividade que a internet possibilita é uma ferramenta fundamental para aproximar os filiados e garantir o avanço e o aprofundamento das discussões do PV”, concluiu.

Passada esta fase de apresentação e debates entre os pré-candidatos, Maurício Brusadin afirmou que a definição a respeito dos nomes indicados pelo PV para a corrida ao governo do Estado e ao Senado deverá ser anunciada até o final do mês.

O prefeito de Itu, Herculano Junior foi o anfitrião do seminário “Eleições 2010 – O futuro de São Paulo”, que contou também com a presença da Secretária Estadual de Ação e Desenvolvimento Social, Rita Passos, dos deputados estaduais Reinaldo Alguz e Chico Sardelli, dos deputados federais José Paulo Tóffano e Talmir Rodrigues, dos prefeitos Clóvis Volpi (Ribeirão Pires), Dr. Paulinho (Mogi Guaçu), Marcelo Soares da Silva (Capela do Alto), Osvaldo Franceschi (Jaú) e Marcos Roberto (Pratânia), além de vice-prefeitos, vereadores, coordenadores regionais e demais membros da Executiva Estadual.

Em breve, a íntegra do debate estará disponível no site da TV do PV (www.tvdopv.com.br).

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Do jornal Zero Hora (RS):

Candidaturas de Dilma e Serra olham para o passado, diz Marina Silva

Presente hoje em Porto Alegre para participar da 10ª edição do Fórum Social Mundial, a pré-candidata pelo Partido Verde à presidência da República, Maria Silva, disse que as candidaturas de Serra e Dilma olham para o passado. Segundo a ex-ministra do Meio Ambiente, o partido propõe uma mudança no modelo de desenvolvimento e salienta que quem sugere que sua candidatura é monotemática não entende o que está ocorrendo no planeta.

— Se as pessoas continuarem planejando as cidades sem considerar os problemas ambientais, não só estarão indo na contramão da história, como estão prejudicando a vida das pessoas — afirmou em entrevista ao Gaúcha Atualidade.

Marina ressaltou que tratar da questão do Meio Ambiente é tratar de temas como economia, educação, saúde e tecnologia e inovação

— Isso tudo está dentro das perspectivas do século 21 e não engessa o Brasil e o mundo dentro da perspectiva do final de século 19 e 20, que a ciência já mostrou que os procedimentos estão ultrapassados em vários aspectos.

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Da Revista Exame:

O empresário Guilherme Leal, um dos fundadores da Natura, passou quatro dias em Copenhague, na Dinamarca, acompanhando a Cop 15. Participou de alguns eventos ligados a empresas e, ontem, no seu último dia aqui, acompanhou a senadora Marina Silva em sua caminhada pelo Bella Center. Conversei rapidamente com Leal sobre a sua proximidade com a senadora e planos políticos.

Qual a razão para vir a Copenhague?

Precisava participar, tentar entender o que está acontecendo aqui. O Brasil está fortemente envolvido com essa questão ambiental e a Natura também. Além disso, a Marina Silva, com quem eu estou fortemente ligado, é uma liderança ambiental importante e eu quis vir acompanhá-la.

O senhor não decidiu ainda se vai ser o vice de Marina ou não em uma possível chapa. Enquanto essa decisão não é tomada, o que tem feito?

Tenho participado, porque já disse que estou a serviço do projeto de discussão de país de Marina. Antes da saída dela do PT e entrada no PV eu já tinha decidido que eu iria alocar mais tempo para um trabalho de discussão sobre o futuro do Brasil. Nos últimos 20 anos, ainda na Natura, estive envolvido com esse tema. E a mudança de partido de Marina veio qualificar, aumentar a qualidade dessa discussão sobre o futuro. Ela trouxe a questão ambiental para o centro dessa visão de desenvolvimento. A questão ambiental não é monotemática, ela permeia a visão de desenvolvimento – o que queremos ser. E o que estou fazendo é participar ativamente dessa discussão, como empresário e cidadão.

Perguntei a Marina sobre a campanha e a intensidade das articulações. O ritmo não está meio lento?

Marina provoca uma reação muito positiva nos vários mais diversos setores da sociedade que estão preocupados com a ética. Mas o fato é que o grupo de Marina está ainda em formação. É algo em construção. Ninguém disse que o Partido Verde é um mega partido ou uma das principais forças desse país. Nem Marina nem o partido disseram isso. Além disso, a própria legislação eleitoral brasileira é meio esquizofrênica, porque até agora não existe nenhum candidato. O governador José Serra ainda não é candidato, nem a ministra Dilma Rousseff. Nenhum deles é candidato.

Todos são pré-candidatos e estão se preparando. O que Marina traz não é uma discussão de passado, mas de futuro. A macroeconomia teve avanços claros e não é a questão central. Não há grandes transformações que precisam ser feitas na macroeconomia. O Banco Central deve ter independência? Sim. Há espaço para uma queda nos juros? Sim. Há preocupações em relação ao câmbio? Sim. Mas isso não é o mais importante. A questão central é a inflexão do modelo de desenvolvimento em direção a essa nova economia verde de baixo carbono. O que estamos discutindo aqui é o que vai afetar a economia daqui pra frente e é isso que Marina veio trazer e que até seis meses atrás estava sendo muito pouco discutido aqui no Brasil.

E quando o senhor vai se decidir?

Eu estou decidido a me envolver com esse novo modelo de país. Como eu vou servir nesse processo é o processo político que vai dizer.

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Íntegra do primeiro debate da série “Encontros por um Brasil Verde”, realizado no Rio de Janeiro, dia 7 de outubro de 2009. O tema desse primeiro Encontro foi o histórico e as implicações da filiação de Marina Silva ao Partido Verde e sua possível candidatura presidencial em 2010 e contou com a participação de dois dos principais interlocutores no processo de aproximação da Senadora com o Partido Verde: Sérgio Xavier, jornalista, um dos fundadores do Partido Verde, membro da nova Coordenação Nacional do PV e Presidente do PV/PE; e Bazileu Margarido, economista, Presidente do IBAMA durante a gestão de Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente e membro da nova Coordenação Nacional do PV.

O debate ainda contou com os comentários dos vereadores cariocas Alfredo Sirkis e Aspásia Camargo:

Encontros por um Brasil Verde – #1. O Fator Marina (íntegra) from Fabiano Carnevale on Vimeo.

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