Daniel Cohn-Bendit, líder dos verdes no Parlamento Europeu, jantou com o presidente do PV no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis, na quarta-feira à noite, no restaurante Le Fumoir, na Place du Louvre. No cardápio, além do reencontro dos dois amigos, desde 1987, quando Dany entrevistou Gabeira e Sirkis, no Rio, para o seu livro Nous qui avons tant aimé la revolution, dois temas “quentes”: o apoio à campanha de Marina Silva e a mobilização internacional para obrigar a CSA/Tysen a neutralizar suas emissões de gases de efeito estufa, que deverão aumentar em quase 80% as emissões no município do Rio de Janeiro.
“A candidatura de Marina Silva, à presidência do Brasil, é um fatos políticos mais importantes para os verdes globalmente, no próximo ano”, frisou Cohn-Bendit, que se comprometeu a vir ao Brasil para apoiá-la publicamente, num evento internacional a ser organizado pelos verdes.
Em relação a CSA/Tysen, o líder verde no parlamento europeu ficou chocado em saber que, quando em funcionamento pleno, ela vai emitir 9,7 toneladas de CO2 eq/ ano, 12 vezes mais que a totalidade das outras indústrias do Rio, inventariadas em 1998. “Isso é algo enorme, vamos investigar se houve alguma burla direta ou indireta de normas da União Européia, são gases de efeito global, tanto faz se são emitidos na Alemanha, no Brasil ou na Nigéria”. Dany vive um momento de grande popularidade. Esta semana foi capa da revista Nouvel Observateur.
Sirkis deve se reunir com dirigentes verdes alemães que tratam diretamente do assunto, emissões das indústrias alemãs, para traçar uma estratégia de mobilização destinada a obrigar a CSA a neutralizar plenamente suas emissões. Atualmente, a indústria anuncia estar disposta a mitigar o correspondente a 1,7 milhões de toneladas de CO2 eq/ano.
“Vamos ver como fazemos para obrigá-los a neutralizar as restantes 8 milhões”, disse Sirkis. E acrescentou: “na semana passada, saiu um decreto do prefeito Eduardo Paes estabelecendo metas para a redução das emissões da Cidade. Foi um passo importante. Agora, é totalmente impossível alcançá-las se a CSA não neutralizar totalmente suas emissões, pois ela, sozinha, irá aumentá-las em quase 76%”.
Da Deutsche Welle:
Em entrevista à DW, o verde Cem Özdemir – primeiro político de origem estrangeira a assumir uma liderança partidária na Alemanha – descreve como a política ambiental e social de seu partido foi assimilada pelos demais.
Para Cem Özdemir, membro da presidência do Partido Verde alemão, a recente promessa do candidato social-democrata às eleições parlamentares de 27 de setembro, Frank-Walter Steinmeier, de gerar 4 milhões de empregos é pouco séria. O político verde adverte sobre o risco de a campanha eleitoral se tornar um concurso de quem oferece mais.
Os verdes prometem 1 milhão de empregos; o partido A Esquerda, 2 milhões. Agora só falta a União Democrata Cristã (CDU) e o Partido Liberal Democrático (FDP) oferecerem 8 milhões de postos de trabalho, ironiza Özdemir.
Em seu plano para Alemanha, o candidato social-democrata aposta em uma política industrial ecológica que, aos olhos de Özdemir, parece derivada do programa eleitoral dos verdes. “Acho bem-vinda a iniciativa, mas gostaria de advertir com discrição que seria melhor votar no original mesmo, para se ter certeza de que o programa realmente será implementado”, declarou à Deutsche Welle.
De Marcela Valente, da IPS/CNN:
Cansados de esperar que os partidos existentes levantem as bandeiras do desenvolvimento sustentável e as carreguem quando chegam ao governo, ambientalistas da América Latina começaram uma batalha cada vez mais visível em busca de espaços de poder para levar adiante eles mesmos suas propostas. Sob o guarda-chuva do movimento Global Verde, que reúne uma centena de partidos ecologistas de todo o mundo, a Federação de Partidos Verdes das Américas está integrada por uma dezena de agrupações que procuram incidir na agenda política do hemisfério através de seus próprios legisladores, prefeitos ou ministros.
“Para nós, a questão ambiental é o problema principal”, disse à IPS o argentino Juan Manuel Velasco, ex-secretário do Meio Ambiente da cidade de Buenos Aires e primeiro candidato a deputado nacional pelo Partido Iniciativa Verde que competirá nas eleições legislativas deste mês na Argentina. “O resto dos partidos, tanto de direita quanto de esquerda, sacrifica a sustentabilidade em nome de um desenvolvimento produtivo de curto prazo”, disse. “Nós, por outro lado, cremos que o desenvolvimento não é desenvolvimento se vai contra as futuras gerações, e que é imprescindível um crescimento de longo prazo”, ressaltou.
O Partido Iniciativa Verde da Argentina foi criado em 2006 e está integrado por ex-dirigentes de organizações não-governamentais como Greenpeace e ativistas sociais ou ambientalistas que trabalham na cidade de Buenos Aires. Este ano, pela primeira vez, se apresentam às eleições de forma independente e sem alianças. A experiência é a primeira genuinamente ecologista na Argentina, afirma Velasco, recordando que há alguns anos existiu um Partido Verde no país que se apresentava em aliança com o Partido Humanista, que era vinculado a uma comunidade religiosa, e eles nunca se inseriram no movimento internacional, que é laico.
O novo partido, ainda sem representantes em instituições governamentais, propõe como primeiro passo ser um instrumento para que o movimento ambientalista canalize suas demandas. Mas, aos poucos pretendem “ir conquistando mais espaços no parlamento” e não descartam, no futuro, disputar a Presidência do país, afirmou.
No Brasil, o Partido Verde tem uma trajetória maior. Foi criado em 1986 como idéia de um grupo de ambientalistas, artistas, intelectuais e ativistas principalmente do movimento antinuclear. Muitos eram exilados que tiveram contato com as experiências políticas de ecologistas europeus, entre eles o deputado Fernando Gabeira. Porém, Gabeira, que defende no Congresso projetos de defesa do meio ambiente e contra a corrupção, é apenas um dos 14 legisladores da Câmara Federal que o partido possui. Há ainda 34 deputados estaduais verdes, 77 prefeitos, entre eles a prefeita de Natal (RN), Micarla de Souza.
O Partido Verde do Brasil também tem lugar no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se do ministro da Cultura, Juca Ferreira, que substitui Gilberto Gil, também integrante do partido. Além disso contam com oito secretários municipais de Meio Ambiente [N.do B.: de capitais] e nas eleições de outubro passado Gabeira perdeu por poucos votos o governo do Rio de Janeiro. Em entrevista à IPS, o secretário de relações internacionais do partido, Marco Antonio Mroz, disse que o objetivo do partido é oferecer uma alternativa de desenvolvimento sustentável, que inclua ações para transformar a matriz energética do modelo de desenvolvimento, com justiça social e melhorias na educação e na saúde.
Mroz garante que o partido “está livre das amarras da esquerda e da direita” e busca avançar na conquista do poder político. O dirigente recordou que no passado as organizações não-governamentais acreditavam que a questão ambiental devia permear os partidos, mas já não pensam assim. Agora, para chegar ao poder a única via é um partido próprio que não desvirtue sua proposta como fazem os outros, inclusive de esquerda, disse em referencia ao Partido dos Trabalhadores, no poder desde 2002. Mroz afirma que o partido que o PT tem “uma proposta de desenvolvimento econômico a qualquer preço”.
Por sua vez, Alfredo Sirkis, [vereador] do Rio de Janeiro, disse à IPS que os ecologistas que se inseriram no PT, como o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que era membro do PV, “estão cada vez mais isolados, tanto no partido quanto no governo Lula”. Para Sirkis, o discurso solitário do PV nos anos 80 se converteu no de boa parte da sociedade, dos meios de comunicação, dos empresários e de outros partidos políticos, mas, “resta saber se o abordam sinceramente. Queremos uma sociedade e uma economia sustentáveis”, ressaltou, alertando que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, “não considera a questão ecológica como algo importante”.
Essa mesma visão crítica tem Velasco sobre o modelo “produtivista” da Argentina, em vigor desde a administração centro-esquerdista de Nestor Kirchner e mantido pro sua sucessora e esposa, Cristina Fernández. O modelo argentino incentiva a expansão da monocultura da soja para exportação, por exemplo, disse Velasco, sem se preocupar com o esgotamento do solo. E algo semelhante ocorre com a promoção de atividades mineiras que contaminam a água. Diante deste cenário, os brasileiros acreditam também que o objetivo de curto prazo deve ser “aumentar o poder de fogo” no Congresso, nos governos estaduais e municipais, mas não descartam ter, no futuro, uma candidatura própria à Presidência. “É nosso objetivo”, disse Mroz.
Outro país da região onde os verdes têm um grande desenvolvimento é o México, onde o partido foi criado em 1986. Mas, o caminho seguido por seus dirigentes para conquistar posições no cenário político é questionado por organizações ambientalistas e mesmo por outros membros da Federação de Partidos Verdes das Américas. Velasco afirma que os verdes mexicanos nem sempre agiram de acordo com os princípios internacionais da Carta Verde, compromisso do movimento global adotado em 2001 em Canberra e atualizado em 2008 após reunião da Global Verde em São Paulo. “É certo que há particularidades em cada país, mas isso não pode nos levar a posições contrárias ao compromisso internacional de promover um desenvolvimento em harmonia com a natureza”, destacou o dirigente argentino.
No Chile, o Partido Ecologista foi inscrito no registro eleitoral no começo de 2008 e está legalizado em três regiões do país, Tarapacá, Antofagasta e Atacama, todas ao norte. Nas ultimas eleições municipais elegeram uma vereadora na localidade de San Pedro de La Paz, na região de Bío Bío. Não têm legisladores nacionais. Entre seus integrantes estão dois reconhecidos lideres ecologistas: Sara Larraín, da organização não-governamental Programa Chile Sustentável, e Manuel Baquedano, do Instituto de Ecologia Política. Como na Argentina, é o primeiro partido verde propriamente dito, disse à IPS Félix González, seu presidente.
Como ainda não tem presença legal em todo o país, não pode competir para a Presidência do Chile nas eleições deste ano. Nesse sentido, estaria disposto a apoiar a candidatura independente do ex-deputado socialista Marco Enriquez Ominani. Mas sua ambição é conquistar um poder próprio. “Se estivéssemos no poder tomaríamos decisões diferentes das adotadas pelos políticos de hoje”, disse González. Porque, “quando há eleições, todos os candidatos são verdes, mas na hora da verdade, de tomar decisões, as posições são outras”, destacou.
González explicou que os ecologistas fazem lobby para que suas proposta sejam adotada pela autoridade política, mas essa forma de influir “é curta”. Por isso decidiram criar o partido que, “cedo ou tarde, será governo”, disse com otimismo. Para eles, a ecologia no mundo não é um dos temas de seu ideário, mas “é o tema. É uma forma de olhar todos os problemas”, insistiu. E isso pensam seus colegas em toda a América Latina.
Com uma plataforma unificada, os verdes europeus melhoraram os expressivos resultados obtidos em 2004 e voltam a ser a quarta força política do Parlamento Europeu. Os verdes pularam de 34 para 51 eurodeputados.
O Secretário de Relações Internacional do Partido Verde brasileiro, Marco Antonio Mróz, saudou o que ele chamou de “grande vitória dos verdes europeus”:
- Foi uma grande vitória, entretanto, para nossa reflexão, crescemos nos países onde saímos sozinhos e com o discurso unificado verde. Onde fizemos alianças quase desaparecemos… Em época de crise, temos que ter personalidade e fidelidade ao programa.
Clique na imagem abaixo para ver os resultados das eleições europeias:
O secretário nacional de relações internacionais, Marco Mróz, nos envia a carta de Ingrid Betancourt por ocasião do 7o. aniversário de seu sequestro:
Há 7 anos me sequestraram. Durante todos os anos seguintes, voltei a viver esta data com dor, amargura e angústia, compreendendo que outro ano de cativeiro se somava ao meu calvário sem saber quando chegaria ao fim. Mas não estava sozinha. Cada um de vocês pensava em mim, no que se podia fazer para marcar este triste aniversário e para que o pesadelo dos sequestrados pelas Farc acabasse. Hoje, quando posso viver esta data em liberdade pela primeira vez, quero estar com vocês no meu coração. Quero lhes dizer o quanto os quero e o quanto minha vida está ligada a vocês para sempre.
De agora em diante, cada vez que chegue um novo 23 de fevereiro, poderei dar graças a Deus e dizer: hoje, posso viver sem dor, sem angústia e posso repousar minha alma. Esse repouso é nossa vitória em comum. Que o alívio compartilhado hoje, nos dê força para seguir a luta pelos que ainda necessitam de nós. Rezo forte para que rapidamente encontremos a paz de espírito na libertação de meus 22 companheiros de cativeiro ainda presos nas mãos das Farc.
Os levo na alma,
Ingrid Betancourt
O governo da Colômbia afirmou nesta quarta-feira (2) que a refém Ingrid Betancourt, três reféns americanos e outros 11 seqüestrados foram libertados pelas Farc.
De acordo com o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, o resgate foi realizado em zona de selva do departamento de Guaviare, no sudoeste da Colômbia, e os reféns estão em boas condições de saúde.
“Seguiremos trabalhando na libertação dos demais seqüestrados. Fazemos um apelo aos atuais líderes das Farc para que não se matem, libertem os outros reféns e não sacrifiquem seus homens”, disse Santos.
A senadora e então candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt foi seqüestrada pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no dia 23 de fevereiro de 2002, junto com sua companheira de chapa Clara Rojas. A ação aconteceu perto de San Vicente del Caguán, 740 km ao sudeste de Bogotá, durante o governo de Andrés Pastrana.
Poucos dias depois do seqüestro de Betancourt, a guerrilha ofereceu libertá-la em troca de rebeldes presos pelo governo colombiano. Nas eleições presidenciais que aconteceram em 26 de maio daquele ano, a candidata recebeu apenas 0,5% dos votos.
Na ocasião foi eleito Álvaro Uribe, partidário da linha dura com a guerrilha. Antes de sua posse, no começo de agosto, as Farc divulgam um vídeo de Betancourt gravado no dia 15 de maio.
Já no poder, Uribe revela um plano para enviar rebeldes presos ao exterior, com apoio da França, em troca da libertação de seqüestrados políticos. A troca seria de 45 reféns, incluíndo Betancourt -que é cidadã franco-colombiana-, por 500 guerrilheiros presos.
Um dezembro, as Farc exigem que sejam desmilitarizados dois departamentos (total de 115.000 km2) para negociar a troca.
Apenas em abril de 2003, a guerrilha designa três negociadores para a troca. Em 9 de julho, a França envia um avião a Manaus, na Amazônia brasileira, para uma eventual libertação de Betancourt, numa operação secreta que fracassa.
Um mês depois, Betancourt aparece pela segunda vez num vídeo, gravado em maio de 2003.
Em dezembro de 2004, o presidente colombiano Álvaro Uribe liberta 23 guerrilheiros para destravar o bloqueio a um acordo. No dia seguinte, as Farc pedem a libertade de 500 rebeldes e a desmilitarização de mais um território, de 800 km2, que inclui os povoados de Florida e Pradera.
Um ano depois, em 13 de dezembro de 2005, França, Espanha e Suíça propõem negociar a troca de reféns por prisioneiros em uma pequena propriedade rural no sudeste da Colômbia, com observação internacional. Uribe aceita. Mas em 2 de janeiro de 2006, a guerrilha diz desconhecer a proposta européia e considera que negociar seria favorecer Uribe, que estava em campanha para reeleição.
Em maio, Uribe é reeleito para um segundo mandato. Quatro meses depois, as Farc divulgam um vídeo com 12 deputados reféns. Um líder assegura que Betancourt vive nas mesmas condições que os guerrilheiros.
Em 28 de setembro, Uribe anuncia a disposição de desmilitarizar os povoados de Flórida e Pradera. Mas em 20 de outubro, o governo suspende as aproximações devido à explosão de um carro-bomba, atribuída às Farc, em uma universidade militar em Bogotá.
No início de 2007, Uribe diz ante a cúpula da polícia que o ano será “crucial para resgatar os seqüestrados”. A França e a família de Betancourt se opõem a uma operação militar.
Em 28 de abril, o policial John Frank Pinchao, que partilhava o cativeiro com Betancourt, consegue escapar e conta que ela permanece num acampamento na selva do sudeste da Colômbia.
Em 6 de maio, em seu primeiro discurso após ser eleito presidente da França, Nicolas Sarkozy afirma que não esquecerá da sorte de Betancourt. No mês seguinte, Uribe começa a liberar mais de 120 guerrilheiros, entre eles o chamado “chanceler” do grupo, Rodrigo Granda, cuja liberdade foi solicitada por Sarkozy.
Em 28 de junho, as Farc anunciam que 11 deputados reféns morreram em um “fogo cruzado com um grupo militar não identificado”. Uribe acusa a guerrilha de assassinato. Em agosto, o presidente colombiano volta atrás e se diz disposto a negociar em três meses a paz. Como as Farc recusam a proposta, no mesmo mês Uribe nomeia a senadora da oposição Piedad Córdoba como facilitadora para a troca.
Em 17 de agosto, o presidente venezuelano Hugo Chávez aceita fazer a mediação entre as Farc e Uribe. Três dias depois, Chávez recebe em Caracas familiares dos reféns. Nos dias seguintes, o presidente venezuelano conversa com Sarkozy por telefone sobre o caso.
Três meses depois, porém, Álvaro Uribe suspende a mediação de Chávez junto aos rebeldes, acusando o presidente venezuelano de ingerência nos assuntos internos da Colômbia.
Em 30 de novembro, o governo colombiano divulga provas de vida de Betancourt, de três norte-americanos e de alguns políticos, militares e policiais seqüestrados pelas Farc. As provas haviam sido apreendidas junto a três supostos rebeldes. Na ocasião foram divulgados uma carta de Betancourt a sua mãe e um vídeo. A gravação mostra a política em silêncio, abatida e cabisbaixa.
No final de dezembro do ano passado, a guerrilha anunciou a intenção de entregar a Chávez a ex-deputada Consuelo González, a ex-candidata a vice-presidente Clara Rojas e o filho dela, Emmanuel, nascido em cativeiro. A decisão é um ato de “desagravo” ao afastamento do venezuelano da negociação.
As Farc não revelam o local da entrega dos reféns e a operação de resgate é cancelada após três dias de incertezas, em meio a acusações das Farc e de Hugo Chávez de que o governo colombiano foi responsável pelo fracasso do plano. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, alega que a entrega não foi concluída porque as Farc não estariam com o menino Emmanuel.
Em 4 de janeiro de 2008, um exame de DNA revela que um menino sob proteção do governo da Colômbia desde 2005 é Emmanuel, filho de Rojas. As Farc reconhecem que não estão com o menino. Cinco dias depois, o presidente Chávez diz que as Farc vão libertar González e Rojas. O governo de Caracas pede autorização a Bogotá, que dá luz verde à nova missão humanitária.
Em 10 de janeiro, as Farc libertam as duas políticas em uma região na selva do departamento de Guaviare. No começo de fevereiro, o anúncio de mais três libertações. Em 27 de fevereiro, são entregues os ex-parlamentares Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán, Gloria Polanco e Jorge Eduardo Gechém.
Em entrevista após sua libertação, Pérez afirmou ter visto Betancourt em janeiro, quando os grupos de reféns dos quais faziam parte se encontraram em uma caminhada pela selva. Eles se viram pela última vez em 4 de fevereiro.
Segundo Pérez, Betancourt estava “muito deteriorada, física e moralmente”. Durante o encontro, ele recebeu objetos destinados por ela a sua mãe, Yolanda Pulecio, a sua irmã Astrid e a seus filhos Melanie e Lorenzo Delloye, frutos do casamento da política com o diplomata francês Fabrice Delloye.
Entre eles, está um cinto que Betancourt fez “com muito esforço, para que fosse entregue a Melanie”, declarou o ex-refém. “(Betancourt) Disse-me, com muita emoção, que já tinham dado a ela vitaminas e cálcio e que estava tratando de se recuperar um pouco”, lembrou Pérez.
O blog fez duas perguntas para Marco Antonio Mroz, Secretário Nacional de Relações Internacionais e Coordenador do Global Greens 2008:
1. Qual o saldo da realização do Global Greens 2008?
Penso que o saldo final tenha sido a nossa própria constatação, ao vivo, de que realmemte estamos em processo para sermos a única força política que pode dar respostas sócioambientais a grave crise ambiental que o planeta vive. Temos uma capilaridade que nenhuma outra força política tem.
Uma das principais polêmicas dos verdes mundiais na atualidade é a produção de biocombustíveis. Os europeus são contra:

O site Third Party Watch destacou a vinda da delegação estadunidense ao II Global Greens, que começa hoje, em São Paulo:
US Green Party sends delegation to the Second Global Greens Congress in Sao Paulo, Brazil, May 1-4
The Green Party of the United States will send six delegates to the Second Global Greens Congress, to take place in Sao Paulo, Brazil, May 1-4, 2008.
The US Green delegates are Mike Feinstein (former Mayor of Santa Monica, California), Marnie Glickman (Oregon), and Julia Willebrand (New York). Alternate delegates will also attend: John Rensenbrink (Maine), Bahram Zandi (Maryland), and Justine McCabe (Connecticut).
Ms. Willebrand and Ms. McCabe are co-chairs of the Green Party’s International Committee. Ms. Willebrand and Mr. Feinstein are helping to organize the Global Greens meeting, serving on the steering and financial committees of the event.
Several other US Greens will also attend the Global Greens Congress, including Lynne Serpe, one of the organizers of the party’s 2008 National Nomination Convention, set for Chicago, July 10-13.
Ueli Leuenberger, novo presidente do Partido Verde da Suíça, quer manter o crescimento do partido, insistindo nos seus temas prediletos: a defesa da natureza e a justiça social.









