Marina na TV Estadão

A senadora e pré-candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva (AC), diz que PT e PSDB erraram nos últimos 16 anos ao não entrarem em acordo para garantir a governabilidade do País:

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Blog e Twitter da Marina

A Senadora Marina Silva inaugurou seu Blog Oficial (http://www.minhamarina.org.br/) e sua conta de Twitter (http://twitter.com/silva_marina).

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Tragédias que se repetem

Artigo de Marina Silva na Folha de S. Paulo:

Fim de 2009, início de 2010, tragédia no Rio de Janeiro. Não bastava um episódio tão doloroso?

Não teria sido possível evitar as proporções terríveis do segundo?

O mais dramático nesses e em tantos outros casos é a repetição. Sugere inércia e uma irresponsabilidade insuportável que, passado o impacto inicial de vidas perdidas e a devastação de patrimônios tão duramente conquistados, retoma a rotina. E o discurso de que foi o excesso de chuvas a razão do desastre.

Áreas frágeis e não recomendadas para habitação continuam a ser ocupadas. Medidas preventivas permanecem sendo tomadas de maneira paliativa, com pouca verba, empenho e prioridade. Há iniciativas como o estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre as vulnerabilidades do litoral do Estado às mudanças climáticas, mas sem consequências práticas.

As pessoas atingidas continuam a depender quase que unicamente do heroísmo de bombeiros, de grupos de defesa civil, de voluntários que, não raro, aparecem nos noticiários impotentes diante da desproporção entre suas forças e a enormidade da perda e da dor.

Não sei o que se pode dizer aos familiares e amigos das vítimas das chuvas e deslizamentos, mais do que foi dito às vítimas de Santa Catarina. As catástrofes causadas pelo mortífero tripé -chuvas fortes, encostas instáveis e construção em áreas inadequadas- só mudam de lugar. O que parece não acontecer é uma intervenção no único vetor do qual temos controle: o uso e ocupação das áreas.

Sei por experiência própria o que é a perda radical, como a que acontece quando uma correnteza avassaladora invade a casa, leva as pessoas e desmonta o nosso mundo.

Não há nada a fazer, a não ser tentar salvar-se e a quem esteja ao alcance da mão. Tudo tão brutal que muitas vezes nem as lágrimas acodem.

John Owen (1616-1683), pastor e teólogo, dizia que os pregadores precisam “experimentar o poder da verdade que pregam em e sobre suas próprias almas”. Quem não sente a alma incomodada pelo calvário daqueles que são atingidos de maneira frontal -e, na maioria das vezes, evitável- pelos fenômenos naturais não tem sensibilidade suficiente para mitigá-lo.

Não é justo, não é aceitável que a cada ano mais pessoas passem por tal experiência limite, quando se sabe que é possível fazer mais.

A melhor homenagem às vítimas é lutar para construir e instituir, até porque a tendência é aumentar a ocorrência dos fenômenos climáticos que agravarão ainda mais esse tipo de catástrofe, o que já deveria ser um pleno e efetivo direito da sociedade: a segurança ambiental.

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Confira o discurso da Senadora Marina Silva, no Encontro Regional Amazônico do Partido Verde, realizado em Belém/PA, no último dia 5/12:

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Da Senadora Marina Silva, no jornal A Folha de S. Paulo:

NA SEMANA passada, o governo fez dois anúncios extremamente significativos: a menor taxa de desmatamento já registrada na Amazônia e o compromisso de reduzir a tendência de crescimento das emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020.

São resultados importantes, conseguidos, ao longo dos anos, com a forte e contínua pressão de diferentes segmentos da sociedade e do Ministério do Meio Ambiente na construção de uma política ambiental. Sem isso, o compromisso do governo com a redução de emissões simplesmente não teria saído.
Saúdo o governo por isso e lembro que esses anúncios precisam fazer parte de uma visão estratégica de país. Aliás, a luta pelo cumprimento de tais metas está só começando.

Por isso é fundamental a institucionalização desses compromissos, para que não se percam no vácuo das declarações conjunturais.

Para o Brasil, seja qual for a opção eleitoral que a população faça no ano que vem, será necessária uma inflexão definitiva para o desenvolvimento sustentável. Há pontos de partida que já estão dados, a exemplo da abordagem que ajudou a criar as condições para que ambos os anúncios pudessem ser feitos. O Plano de Combate ao Desmatamento, que surgiu da síntese das melhores propostas da sociedade, integrando esforços dos órgãos governamentais e da sociedade, contribuiu nesse processo.

Mobilizou de modo extraordinário a opinião pública, por meio da transparência e do livre acesso às informações.

No âmbito internacional, o Brasil sempre procurou reafirmar seus espaços, desde a construção do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, proposta brasileira inserida no Protocolo de Kyoto, até a admissão de metas voluntárias, mensuráveis e verificáveis, apresentada em 2007, na Conferência de Bali.

Temos agora a oportunidade de concretizar aquele compromisso.

Para isso, teremos que estender a política de redução de emissões a outros setores, não só ao desmatamento, mas na agricultura, na energia, nos transportes e na indústria. Defenderei no Senado a ideia de inserir a meta anunciada no projeto de lei que trata da Política Nacional de Mudanças Climáticas. É preciso ratificar seu status de objetivo de longo prazo, a ser sustentado por quaisquer governos.

O Brasil está com tudo a seu favor e pode brilhar em Copenhague.

Só não podemos permitir que setores mais atrasados do governo e do agronegócio tenham êxito na desconstrução da legislação que sustenta as medidas que levaram a esses resultados. O Brasil deve assumir a vocação de líder e estar à altura das responsabilidades nacionais e globais que isso implica.

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De Marina Silva, no portal Terra:

A primeira infância é o momento em que as crianças de fato apreendem o mundo e formatam para sempre sua compreensão da realidade. Se elas estão inseridas num contexto familiar ou comunitário privadas de cuidado, afeto, educação e segurança, olharão para a vida sem os instrumentos necessários para enfrentar seus obstáculos.

É essa atenção com a infância que vai permitir a construção de valores positivos e dará aos pequenos um olhar de esperança, uma percepção de sua dignidade, uma autoestima capaz de livrá-los das armadilhas existentes pelo caminho.

No país em que mais da metade das famílias são chefiadas por mulheres, que se dividem entre o trabalho e o cuidado de suas crianças, faltam creches para atender à população. A maior parte das crianças brasileiras, então, não conta com a devida atenção dos pais e do Estado no momento mais importante, que é o da primeira infância.

Os resultados dessa carência são os piores possíveis. Desamparadas, indefesas, essas crianças se sentem “jogadas no mundo”. Entre os adolescentes, a maior causa de morte é a violência. A gravidez de adolescentes é também um problema crônico em todo o Brasil. Em 2008, foram mais de 485 mil partos realizados em meninas de 10 a 19 anos na rede pública de hospitais. Essas crianças já crescerão com baixa expectativa de ter aquele cuidado especial que só um ambiente familiar acolhedor é capaz de dar.

Os indicadores relativos à infância no nosso país têm melhorado, sem dúvida. Mas estão ainda muito aquém do necessário e do que pode ser feito. Falta ao país a consciência de que a prioridade deve ser a de investir na formação do próprio povo, e em especial na educação e no bem-estar das crianças. Não somos, ainda, como nação, a “mãe ou pai gentil” que devemos ser se quisermos dar o salto civilizatório que pretendemos.

Por isso é tão louvável a criação e as iniciativas promovidas pela Rede Nacional Primeira Infância. Fundada em 2007, ela reúne organizações que atuam em prol da promoção e garantia dos direitos da criança até os seis anos de idade. Entre muitas ações, a Rede vem discutindo a elaboração de um Plano Nacional da Primeira Infância, que defina objetivos e metas para políticas públicas para crianças dessa faixa etária.

Após mais de um ano de consultas públicas e debates, a proposta será apresentada durante a 2ª Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz, que acontecerá de 27 a 30 de outubro no Senado Federal. Com a presença de diversos especialistas, a programação incluirá, além de uma conferência, oficinas, apresentação de filmes e mesas-redondas, tendo como um dos temas centrais a prevenção da violência na primeira infância. Confirma a programação completa no endereço www.senado.gov.br/sf/senado/programas/infanciaepaz e participe!

É mais do que urgente congregar e aprofundar todas as políticas para que atendam às necessidades dessa parcela tão frágil da população, que chega a quase 20 milhões de pessoas.

Hoje é comum apontar para a crescente importância política e econômica do Brasil. Analistas do mundo todo concordam que nosso país deve ter um papel cada vez mais decisivo. Mas só terá real importância se na base da aspiração nacional estiver o objetivo de dar expectativa de vida mais digna e feliz para a nossa população.

A riqueza que o país gerar deverá servir, em primeiro lugar, a esse propósito. Que só será verdadeiro e possível se começar pelos cuidados com a infância, para que nossas crianças cresçam num ambiente de paz, esperança e solidariedade.

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Do Jornal do Senado:

A senadora Marina Silva (PV-AC) relatou ontem sua visita à terra indígena Yvy Katu, em Mato Grosso do Sul, onde foi realizada a Grande Assembléia Guarani Kaiowá. Ela explicou que, durante esse evento anual, os índios praticam suas rezas e discutem os problemas da comunidade.

Segundo Marina, os problemas enfrentados pelos indígenas “são de natureza muito grave” e de difícil solução. A senadora afirmou que grande parte dos índios está acampada às margens de estradas federais, esperando o reconhecimento do direito de posse de suas terras tradicionais.

Marina informou que enviará relato da situação ao presidente da República e pedirá audiência ao ministro da Justiça, Tarso Genro, em busca de providências para os problemas dos guarani-kaiowás.

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Os deputados Edson Duarte (PV-BA), Sarney Filho (PV-MA) e Fernando Gabeira (PV-RJ) e a senadora Marina Silva (PV-AC) estão entre os finalistas do Prêmio Congresso em Foco 2009, segundo a indicação de 176 jornalistas especializados na cobertura do Congresso Nacional, que apontaram os parlamentares que melhor desempenham seu mandato neste ano.

Os jornalistas citaram os parlamentares que mais se destacaram na áreas de defesa da educação; do meio ambiente; promoção da justiça e combate à corrupção, além do prêmio geral ao parlamentar que melhor representa a população no Congresso.

Realizado pelo site Congresso em Foco e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, o prêmio está em sua quarta edição. Foram indicados 27 deputados federais e 11 senadores, dentre os quais, o vencedor será escolhido pelos internautas, que poderão votar em seu indicado até o dia 19 de novembro.

Para votar, acesse o site: www.congressoemfoco.com.br .

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diap2009

A senadora Marina Silva (AC) e os deputados federais Fernando Gabeira (RJ) e Roberto Santiago (SP) estão na lista dos 100 parlamentares mais influentes do Brasil, segundo o DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.

Leia mais.

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Marina Silva: Ainda no páreo

Artigo da Senadora Marina Silva, na Folha de S. Paulo:

O Brasil sempre foi ator importante nas negociações da Convenção de Mudanças Climáticas.

Foi um dos proponentes do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e do princípio das responsabilidades comuns porém diferenciadas. A posição brasileira avançou com o tempo, sobretudo pela mobilização de organizações da sociedade civil e da comunidade científica.

Desde 2004, estabeleceu um novo patamar para sua participação no esforço global de enfrentamento das mudanças do clima. A criação do Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia marcou esse momento. A partir dele, o Brasil criou as condições para iniciar um processo estrutural de redução das emissões oriundas dessa fonte.

Em 2005, na reunião de Montreal (Canadá), o país exibiu o primeiro resultado positivo do plano -redução de 32% no desmatamento da Amazônia em relação a 2004- e lá admitiu a inserção das florestas na discussão. Em 2006, com a redução atingindo 49%, chegou a Nairóbi (Quênia), com a proposta de criação de mecanismo de compensação para países que reduzam emissões oriundas do desmatamento das florestas tropicais.

Em 2007, com três anos de redução consecutiva do desmatamento da Amazônia, o Brasil propôs a implementação do princípio apresentado na reunião anterior e lançou o Fundo Amazônia, numa aliança com a Noruega. Um país petrolífero, que até então tivera atuação discreta na Convenção do Clima, a partir daí passou a ter papel crescente na conservação da biodiversidade e na luta contra o aquecimento global.

Em 2008, o Brasil continuou a avançar e anunciou a meta voluntária de redução do desmatamento em 80% até 2020. A Noruega anunciou a criação do Programa para Proteção das Florestas Tropicais e concretizou a doação de US$ 1 bilhão ao Fundo Brasileiro de Clima.

Mas, neste ano, a Noruega foi mais longe. Anunciou em Bancoc, na última semana, seu compromisso de reduzir emissões em 40% até 2020 em relação a 1990, acatando o nível mais alto recomendado pelo IPCC. Foi um alento, após duas semanas de reuniões com pouco progresso e muitos impasses nas discussões para o novo acordo que se espera alcançar em Copenhague, em dezembro próximo.

O Brasil, quarto maior emissor de gases do efeito estufa, pode e precisa dar um passo à frente antes de dezembro, comprometendo-se com metas de redução de emissões, não apenas das oriundas do desmatamento na Amazônia mas de todos os setores da economia.
Brasil e Noruega podem cumprir em Copenhague o papel fundamental de catalisar um acordo ousado.

A Noruega já assumiu este papel. Ainda há tempo de o Brasil fazer o mesmo.

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