Do blog de Alfredo Sirkis (RJ):
Há uma clara ação de origem petista para tentar desgastar a candidatura de Marina em setores da classe média e, em particular, entre o público gay e feminista. Já foram identificado pelos marqueteiros adversários como motes a serem explorados termas como casamento gay, aborto e drogas pelo lado avesso do que em geral são explorados pela direita mas com igual dose de preconceito e intolerância. A imprensa que tem uma enorme dificuldade de lidar com nuances e sutileza, prefere simplificar grosseiramente essas questões quando não deturpa-las completamente.
Na segunda-feira, por exemplo, na reportagem sobre a parada gay, no Rio, a matéria de O Globo faz exatamente isso. Insinua erradamente que Marina é contra a união civil de pessoas do mesmo sexo e busca aspas de uma das participantes da parada a partir desse pressuposto. A partir daí extrai uma “declaração de não voto” em Marina. Essa é apenas uma de muitas matérias análogas nesse vicio jornalístico do “ouviu o galo cantar mas não sabe aonde”.
Por isso é bom clarificar as posições de Marina bem como as programáticas do Partido Verde sobre esses temas as vezes chamados de “malditos” que contêm questões de cidadania importantes mas que em campanha eleitoral quase sempre são instrumentalizadas como cascas de banana.
1) União civil de pessoas do mesmo sexo ou “casamento gay”?
Um partido laico como o nosso, uma candidatura laica como a de Marina e um estado laico como desejamos que continue a ser o brasileiro não discute “casamento gay”, uma expressão carregada de subjetividade negativa, mas o direito de pessoas do mesmo sexo à união civil estável para todos os efeitos com mesmos direitos e deveres do matrimonio civil.
Marina já se declarou favorável a isso de forma clara, inequívoca.
Ela permite-se, no entanto, evitar utilizar a expressão “casamento gay” porque isso fere sua sensibilidade religiosa –e a de milhões de brasileiros– que acreditam no casamento pela sua definição bíblica de união entre homem e mulher.
Qual o efeito prático dessa distinção semântica para o reconhecimento do exercício cidadão desse direito? Nenhum! Nesse caso não se trata sequer de uma divergência entre Marina e o programa do PV que pudesse ensejar recurso à “cláusula de consciência”. Marina é a favor do pleno reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo e ponto final.
2) Aborto
Nesse caso existe, de fato, uma diferença entre nós. Os verdes programaticamente defendem a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez por decisão da mulher e Marina como milhões de outras pessoas em todos os partidos é contrária a isso por motivo religioso.
A diferença aqui não é ser “a favor” ou “contra” o aborto mas a questão de qual a melhor estratégia para diminuir o sofrimento humano e ir desestimulando a prática do aborto até, idealmente, fazê-lo desaparecer. Os verdes estão convencidos que seria mais correto descriminaliza-lo acabando com a hipocrisia reinante no país onde o aborto é amplamente praticado e tolerado –em clinicas com nome de santo…– de uma maneira deletéria sobretudo às mulheres pobres e agenciadora da corrupção policial.
Por motivos religiosos Marina é contrária à legalização do aborto mas defende a realização de um plebiscito sobre o tema. Se ele fosse realizado hoje provavelmente a posição contrária venceria mas, no futuro, pode acontecer o que sucedeu em Portugal.
Nessa caso temos uma diferença que é superada pela afirmação laica do caminho democrático de arbitragem do tema: o voto popular de uma república laica.
3) Drogas
Temos aqui questão parecida. O PV defende a descriminalização da canabis que para todos efeitos já é praticamente vigente no país e defende que se comece a discutir a questão da legalização das drogas, em geral, como caminho de passagem do problema da esfera do morticínio na disputa armada do mercado das drogas para o campo da saúde pública, embora não proponha isso a curto prazo e sim dentro de uma concertação internacional a longo prazo.
Essa posição não implica em nenhuma defesa ou promoção do uso de drogas mas de uma análise lúcida da realidade sob a ótica da redução de sofrimento em sociedades onde a droga jamais deixará de existir pela força da repressão e onde produz um sofrimento infinitamente maior pela guerra do que pela eventual intoxicação e dependência das substâncias. Marina não é favorável a esta nossa visão expressa no programa verde e recorre à objeção de consciência defendendo também neste caso o recurso ao plebiscito. Podemos viver com isso.
Numa campanha eleitoral a nuance é um problema. É muito mais fácil ser “contra” ou “a favor” preto no branco sem meios tons dúvidas ou nuances. Mas a vida os tem mais do que soe admitir nossa vã filosofia de direita e esquerda conservadoras. Nela abundam os meios tons as nuances e complexidades. O fato dos verdes colocarem essas questões fora das simplificações grosseiras e dos maniqueismos tolos é ponto a favor de uma nova política.
| Eleições 2010. Sou a pré-candidata ao Senado pelo Partido Verde |
A ideia de uma candidatura ao Senado para dar apoio a Marina Silva surgiu dentro do PV e foi aprovada, por unaminidade, em reunião da executiva estadual.Esta importante missão partidária me desperta muito entusiasmo! Desde que lancei, em 1991, na Fundação Getúlio Vargas, a ideia de construir um Pacto Federativo para o Brasil, nunca mais abandonei os estudos e reflexões sobre federalismo. Estou convencida de que a maior fonte de corrupção da política Brasileira é o excesso de centralismo nas mãos do governo federal, que só repassa recursos aos municípios em troca de favores políticos e muita subserviência. Isso não é bom para a democracia e muito menos para as administrações locais. Prefeitos vivem de pires nas mãos para responder as demandas crescentes da população. O Rio precisa de uma representação digna e forte em Brasília, de políticos mais decididos e que defendam os direitos do estado. Vejam o absurdo em torno da lei dos royalties. Nossa chance agora de reverter essa distorção está com os senadores. Esse é um bom momento para perceber a importância de uma boa representação para o Estado. Estou disposta a entrar nessa disputa e levar para o Senado minha determinação. |
| O lulismo e o ovo da serpente |
| Artigo Publicado no Estado de São Paulo, em 11/03/2010 |
Líder histórico do Partido dos Trabalhadores, Lula descolou-se de seu partido com o objetivo pragmático de garantir a vitória eleitoral em 2002 e a governabilidade de sua gestão, em condomínio com amplo espectro partidário. Essa metamorfose, coroada por intervenção midiática, acabou transformando-o de líder descontente e severo na figura do “Lulinha paz e amor”.
O PT, do qual Lula manteve distância protocolar durante seu governo – sem jamais abandoná-lo à própria sorte -, foi criado em 1979 com fortes raízes sindicais, mas também influenciado pelos radicais católicos, além de correntes de origem marxista e guerrilheira. Essas três vertentes sofreram revezes históricos ao longo das décadas de 80 e 90, enquanto o PT se consolidava como único partido de massas, e como oposição radical, atraindo segmentos importantes, como intelectuais, artistas, juristas, professores, inconformados com as desigualdades sociais do País e com o imobilismo conservador das elites brasileiras. Administrar a “disfunção natural” dessas lideranças inadaptadas ao fluxo da globalização e do capital, e que sempre permaneceram minoritárias no plano parlamentar e eleitoral, foi missão que apenas Lula poderia cumprir em sua consolidação no poder. O que define o lulismo, em primeiro lugar, é o pragmatismo desencarnado das bandeiras ideológicas, incompatíveis com a conquista e o exercício do poder. A despolitização que já o havia caracterizado como líder sindical reaparece na Presidência, protegida pelo selo de uma liderança de origem popular e pelo amor visceral às classes populares, das quais é egresso. A familiaridade com que a elas se dirige, vocalizando suas necessidades e vontades e zelando por lhes dar proteção e conforto, ampliando sua renda e abrindo-lhes novas oportunidades de consumo, é a marca registrada da era Lula – cujo paternalismo é temperado pela intimidade e pela identidade de quem conhece, em oposição ao patriarcalismo mais elitista e distante que foi a tônica da liderança populista de Vargas. Para poder influir acima das diferentes correntes ideológicas que atravessam as classes populares – segundo pesquisa de André Singer – foi preciso alimentar uma identidade direta, quase primitiva e despolitizada das massas em simbiose direta com a figura do líder. O líder, por sua vez, representa essa massa, às vezes, de forma brincalhona e picaresca, saboreando boutades populares, provérbios, metáforas e parábolas que horrorizam as camadas superiores e contrariam os códigos de conduta da Presidência. Essa liderança de humor e alegria, com uma ligeira pitada da clássica malandragem brasileira, contrasta com o protótipo mais silencioso, pessimista e trágico do getulismo, que jamais deixou de ser uma expressão das elites. Lula, ao contrário, parece ser a encarnação mesma da identificação popular com uma trajetória de vida bem-sucedida, estimulada pelos altos níveis de mobilidade social que marcaram o Brasil durante a maior parte do século 20. Essa é, aliás, a mensagem do filme Lula, o Filho do Brasil, no qual, muito mais que a origem miserável nordestina, o que ressalta é a rapidez da escalada ao patamar de torneiro mecânico e líder sindical no coração da próspera capital paulista. Daí a presidente da República, o que ocorreu foi apenas “a perseverança”, tão recomendada por sua mãe, dona Lindu, e uma continuação natural da vocação para a prosperidade, consubstanciada no milagre brasileiro. Também a migração das classes D e E para um patamar acima da pobreza é fenômeno mundial que encontrou abrigo favorável por meio da liderança de Lula. Facilitar o endividamento para aquisição de bens de consumo, créditos consignados para funcionários públicos e outras facilidades produziram frutos políticos que poderão ser mais bem avaliados no futuro. O que caracterizou o lulismo foi a capacidade de manter em banho-maria o potencial de protesto de bandeiras anticapitalistas, que pareciam ter ruído com a queda do Muro de Berlim. Acendendo uma vela a Deus e outra ao diabo, Lula ficou bem com o Fórum de Davos por ter acatado as regras financeiras mundiais, mas não desagradou de todo ao Fórum Social Mundial, da mesma forma que conseguiu conduzir de forma pendular suas relações com o populismo latino-americano, ora agradando a Hugo Chávez, ora se distanciando dele. Nas relações internacionais, consagrou-se como um estilo de “diplomacia presidencial” nacionalista, com ampliação das áreas de influência, consolidando o Brasil como país emergente e como membro protagônico do bloco dos gigantes continentais (Basic). O lulismo detém os louros de ter soterrado definitivamente a condição de subdesenvolvido e de ter viabilizado a formação/consolidação do G-20. O contrapeso foram aventuras arriscadas e ideologicamente perigosas, como a abertura das relações de cumplicidade com o Irã e com o continuísmo de Manuel Zelaya em Honduras, tão a gosto do bloco socialista. É uma no ferro, outra na ferradura: namoro com Chávez e alianças com Nicolas Sarkozy e Barack Obama. Hostilidades de Evo Morales, mas acordos com a Bolívia. Ora o coração pende para o agrobusiness, ora para o MST. Cumprem-se as regras do jogo financeiro capitalista, mas questiona-se o princípio da propriedade, dando cobertura às invasões de empresas produtivas. Tudo isso sem falar no episódio do decreto dos Direitos Humanos, que reacendeu o temor do imprevisto e a mudança das regras do jogo. Mais uma vez, Lula recuou sob pressão. É a administração das incertezas, que demonstra a fragilidade das instituições democráticas e o encanto pelas lideranças carismáticas diante de reivindicações políticas e sociais incontidas. Reflexos incontestáveis da inexorável gestação do ovo da serpente – iniciada nos idos de 1989, quando da primeira das três derrotas de Lula na corrida pelo Palácio do Planalto. Aspásia Camargo, socióloga, é vereadora no Rio de Janeiro pelo Partido Verde (PV) |
| Veja mais informações no meu site www.aspasiacamargo.com.br |

| Climagate |
Polêmicas são sempre bem-vindas na comunidade científica. Afinal, a ciência vive de controvérsias e correções. Pode haver exageros daqui e dali. Mas, infelizmente, é impossível que as evidências, que estão por toda parte, sejam equivocadas. Acabo de ver o mapa do Brasil, já profundamente afetado pelos aumentos de temperatura de 1961 para cá. Um dos efeitos é a diminuição de água e os prejuízos à agricultura. As condições globais são também cada vez piores. Os oceanos diminuíram em 10% a possibilidade de absorver CO2, deixando para a atmosfera esta sobrecarga. O que significa esquentamento. Será que nosso destino será aproximar-se do Planeta Vênus, com 450ºC? |
Na sessão extraordinária de quarta-feira (18/11), um projeto de lei (PL) do vereador Penna (PV) foi aprovado em primeira discussão. Trata-se do PL que obriga pessoas físicas e jurídicas potencialmente poluidoras a contratarem profissional com formação em meio ambiente. O texto, que foi modificado pela Comissão de Constituição e Justiça, ainda precisa ser aprovado em segunda discussão e só então seguirá para a sanção do Prefeito.
A intenção do projeto é proteger o meio ambiente da cidade, que ainda concentra o maior polo industrial da América Latina, empresas que trabalham com produtos complexos e variados.
“Com este projeto pretende-se diminuir o número de acidentes com passivo ambiental na cidade, porque o que verificamos é que as empresas poluem, vendem o terreno e passam a responsabilidade da contaminação para o próximo proprietário. Temos que evitar essa contaminação, daí a importância da presença de um técnico especializado em meio ambiente no quadro de funcionários”, justificou o vereador Penna, que também integra a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Danos Ambientais.
O substitutivo sugerido pela CCJ fixa o valor da multa no caso de não cumprimento da lei (R$ 20 mil Reais) e considera o Anexo VIII da Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, como base para a identificação de atividades potencialmente poluidoras.
Para ler a íntegra do substitutivo do projeto de lei acesse:
Além deste projeto, também foram aprovados outros 38, sendo seis do Executivo, todos em primeira discussão.
Na quarta-feira (11/11), o vereador Penna (PV) homenageará a Federação Universitária Paulista de Esportes (Fupe), que em 2009 completa 75 anos de existência. A entidade é reconhecida por promover o desporto amador, integrando as universidades paulistas e revelando talentos. O evento será no salão nobre da Câmara Municipal de São Paulo.
A Fupe foi criada em 1934, quando ainda não existia o estádio do Pacaembu, nem o Parque do Ibirapuera e o Rio Tietê ainda tinha peixes. Nesta época, as competições universitárias eram realizadas em clubes. A entidade também serviu de exemplo para outros estados e, em 1941, foi criada a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU).
Grandes nomes do esporte nacional foram revelados em competições universitárias: Wlamir Marques, Oscar Schmidt, Hortência e Paula, estrelas do basquete; os judocas Aurélio Miguel, Douglas Vieira, Rogério Sampaio e Carlos Honorato; José Carlos Brunoro, Motanaro, Willian e Marcelo Negrão do vôlei; Ricardo Prado, campeão da natação; Cláudio Kano, do tênis de mesa; e os destaques do atletismo Adhemar Ferreira da Silva, Maurren Maggi e Jadel Gregório.
Hoje, a Fupe organiza diversas competições como: Taça Paulo Roberto Trivelli (futebol de campo); Olimpíadas Universitárias Paulistas (com 23 modalidades); Olimpíadas Universitárias Nacional (com a participação de 23 estados que se enfrentam em treze modalidades obrigatórias); Campeonato Universitário Paulista (com 23 modalidades); Copa Fupe de Futebol Feminino; Copa Fupe; Beach Games Universitário (com seis modalidades).
Serviço
Evento: Homenagem ao Jubileu de Diamante (75 anos) da Fupe (Federação Universitária Paulista de Esportes).
Local: Salão Nobre, Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100, 8º andar).
Data: 11 de novembro (quarta-feira).
Horário: das 19 às 22 horas.
Site: www.vereadorpenna.com.br
Artigo do Vereador Gilberto Abreu, de Ribeirão Preto (SP):
Da afirmação aristotélica de que “tudo é político”, o pensador francês Michel Foucault aduziria “melhor dizer: nada é político, tudo é politizável, tudo pode tornar-se político.” Atualmente, dentre os inúmeros problemas qu Abraçose afligem a Humanidade, a questão ambiental é, sem dúvida, a mais abrangente. Sobretudo porque envolve todos os aspectos da vida humana e justamente por isso é a mais politizável. Incompreensivelmente, no entanto, ainda não consta na agenda dos dirigentes mundiais.
Em uma entrevista concedida ao jornal FSP, o professor da UFRJ, José Augusto Pádua, coloca devidamente o assunto. Ao dizer que um dos fenômenos menos interessantes deste momento no Mundo, em meio a eventos catastróficos, furacões, tsunamis, doenças epidemiológicas e até o que era implausível, seca no Amazonas, que ele denomina como “questões da vida” e as vê como uma explosão da natureza, não encontram repercussão na política: Os sistemas e atores políticos não podem mais ignorar essas questões, mas, no entanto, não estão preparados para enfrentá-las. Há uma tradição de ver a política como uma relação, uma disputa, um jogo exclusivo dos seres humanos. Uma visão que considero antropoexclusivista, como se a política tratasse apenas dos recursos econômicos e do poder.”
Em seguida, o professor aponta, com justeza, dois problemas que devem ser equacionados e compreendidos de maneira diferente. Um deles advém do mito moderno de que a natureza é inesgotável, de que o território é tão impressionantemente rico que, por mais que se destrua, sempre existirão recursos. O que, já se sabe, é um enorme equívoco. O outro, é a da absurda idéia de ver o bioma nativo como obstáculo que atrapalha o desenvolvimento econômico dos seres humanos.
Por fim, os arranjos dos sistemas da natureza, nos fatos que estão ocorrendo planetariamente, são poderosos, porém muito frágeis. O entrelaçamento conspirativo de fatores naturais e humanos é o que explica o conjunto de fenômenos aos quais estamos assistindo. Atônitos.
Mais do que nunca, diz o professor Pádua: “precisamos entender o lugar do ser humano no sistema da vida do planeta e como a defesa de nossos interesses não pode se chocar com a manutenção desse sistema, que é a condição para a nossa vida.” Opinião em tudo coincidente com as de outros cientistas como James Lovelock e René Dumont e, infelizmente, poucos políticos, dentre os quais deve ser sempre lembrada a notável ex-Ministra norueguesa Gro Ellen Bruntland, sem a qual não teríamos a Agenda 21 e nem mesmo a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro.
Teremos maior compreensão, de fato, se viermos a conjugar os movimentos da natureza e as ações humanas. Os impactos destas com as reações daquela. Se a questão social dominou a discussão política nos séculos XIX e XX, agora, de maneira inevitável, a ela terá que se somar a ambiental. Com toda a amplitude política e politizável.
Brasil e Indonésia: os maiores vilões do Mundo
O Protocolo de Kyoto com total e ampla razão tem sido saudado como a solução do problema da emissão de gases de estufa. Sim. De fato é a primeira tentativa de reversão tomada por um conjunto de dezenas de países, apesar do descaso irresponsável do governo dos Estados Unidos. No entanto, a sua modesta projeção de reduzir em 5,2% as emissões, com base no ano de 1990, em 2012, é quase ridícula. Sobretudo porque o volume a ser reduzido representará, apenas, três quartas partes do que o Brasil e a Indonésia emitem em seus criminosos incêndios florestais.
As florestas das áreas quentes, tropicais e equatoriais, corretamente denominadas em inglês de “rain forest” –floretas úmidas–, não são, como já se imaginou, os “pulmões do Mundo”. No entanto, elas regulam a umidade do planeta. Depois da trágica devastação da floresta equatorial africana, as fabulosas florestas da Amazônia brasileira e a equatorial da Indonésia, ardem em chamas.
Apesar das pressões internacionais, os respectivos governos são ineptos ou coniventes com o que já é considerado um “crime contra a Humanidade”. Interesses madeireiros, mineradores e agro-pecuários se juntam nessa pilhagem que, mais do que nunca, precisa ser contida. As menores dimensões do arquipélago da Indonésia e a sua maior densidade populacional fazem com que os incêndios florestais afetem diretamente a vida de centenas de milhões de pessoas. As ilhas de Kalimantan, Sumatra, de Java, Sulawesi e a metade ocidental da Nova Guiné estão sendo, literalmente, devastadas pelo fogo. As atividades humanas, incluindo grandes cidades e dezenas de aeroportos, estão sendo diariamente prejudicadas, afetando, inclusive, países vizinhos, como a Malásia e Cingapura.
Recente estudo publicado pela revista Science, assinada por pesquisadores americanos e brasileiros, revela que a devastação na Amazônia brasileira é duas vezes maior do que se acreditava. As madeireiras vêm praticando o chamado “corte seletivo”, no mais das vezes, ilegal, extraindo determinados tipos de árvores mais valiosas. As copas das árvores restantes encobrem o estrago, o que não é captado por satélites. Depois de tornada rarefeita e empobrecida, a floresta é queimada para expandir o agro-negócio da soja e da pecuária de corte. O volume de emissões de CO2 na Amazônia, já coloca o Brasil entre os dez maiores emissores, reforçando o argumento do governo americano de que não só os países ricos devem reduzi-las. Os dados revelados pela Science, já tinham provocado semelhante denúncia da revista Nature, em 1999, e o que é pior, confirmados pelo governo brasileiro.
O jornalista Washington Novaes alerta que as ações governamentais têm sido ao longo dos anos, espasmódicas. Qualquer denúncia internacional provoca uma intervenção mais dura, logo seguida de outro período de devastação. O Ministério do Meio Ambiente, que conta com absurdos 0,5% do orçamento federal, quase sempre contingenciados em favor do insano superávit fiscal, em favor dos serviços das dívidas, interna e externa, é incapaz de implementar seus projetos e fiscalizar a região. Apesar da boa vontade da ex-Ministra Marina Silva e de seu sucessor, Carlos Minc, os seus próprios técnicos defendem a perigosa idéia de concessão de florestas em terras públicas.
Cientistas brasileiros, participantes da SBPC -Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – defendem que o maior bioma brasileiro seja transformado em “laboratório em pé”, ou seja, em um gigantesco campo de pesquisas bio-tecnológicas. O que seria um extraordinário avanço científico, com inegáveis benefícios econômicos. Porém, a avidez e o imediatismo dos interesses do agro-negócio conspiram contra isso, sob a passividade da maioria das pessoas, iludida de que o melhor é exportar soja e carne. Tremenda estupidez, pois é o mesmo que exportar água e proteína. A mentalidade colonial permanece nos colonizados… E Lula ri, provocando risos idiotas de quem o aplaude. Não conseguem politizar o que é mais politizável!
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Não deixem de conferir a maior retrospectiva já realizada sobre Jorginho Guinle, que morreu prematuramente aos 40 anos, em 1987. A mostra reúne 71 obras – 45 pinturas e 26 desenhos (óleo sobre papel e grafite sobre papel), a partir de coleções públicas e privadas do Rio, São Paulo e Paraná e fica no MAM até dia 8 de novembro. Simplesmente deslumbrante e, repito, imperdível!!Leia mais… |
| Veja mais informações no meu site www.aspasiacamargo.com.br |
O vereador Penna (PV) acaba de aderir à Marcha Mundial pela Paz e a Não Violência, movimento iniciado pela organização não-governamental (ONG) Mundo Sem Guerras, e já conta com o apoio de diversas entidades, personalidades, políticos em todo o mundo. A Marcha terá início no dia 02 de outubro, na Nova Zelândia, e passará por 90 países e 100 cidades nos cinco continentes.
“Já iniciamos nossa marcha pela paz. No primeiro semestre de 2009, no início do meu mandato como vereador, homenageamos na Câmara Municipal de São Paulo três cidadãos da paz, pessoas que em seu cotidiano trabalham a favor da paz. Precisamos sinalizar isso para a sociedade, porque estamos nos preparando para uma guerra, a cada dia que passa contrata-se seguranças, colocam-se grades e cachorros para proteger as casas. Atitudes violentas não resolvem. Por isso é com muita vontade que faço parte desta Marcha Mundial pela Paz”, disse Penna.
O lançamento oficial da Marcha em São Paulo será feito nesta quinta-feira (1º/10), às 18 horas, no plenário Prestes Maia, da Câmara Municipal de São Paulo. A Marcha chegará à cidade no dia 19 de dezembro, e estão sendo preparadas diversas atividades como fóruns, encontros, festivais, conferências, eventos esportivos, culturais, sociais, musicais, artísticos e educativos. Confira a programação no site http://www.marchamundial.org.br/
O início da Marcha foi marcado para 02 de outubro, dia do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas como o Dia Internacional da Não-Violência. A caminhada terminará em Punta de Vacas, na Argentina, aos pés do Monte Aconcágua, no dia 02 de janeiro de 2010. Serão percorridos 160 mil quilômetros por terra, sendo que alguns trechos serão feitos por mar e também pelo ar.
Uma equipe de cem pessoas de diversas nacionalidades fará este percurso, que passará por todos os climas e estações, do verão quente das zonas tropicais e do deserto, ao inverno siberiano. As etapas mais longas serão na América e na Ásia, ambas com quase um mês.
A ideia de uma candidatura ao Senado para dar apoio a Marina Silva surgiu dentro do PV e foi aprovada, por unaminidade, em reunião da executiva estadual.
Líder histórico do Partido dos Trabalhadores, Lula descolou-se de seu partido com o objetivo pragmático de garantir a vitória eleitoral em 2002 e a governabilidade de sua gestão, em condomínio com amplo espectro partidário. Essa metamorfose, coroada por intervenção midiática, acabou transformando-o de líder descontente e severo na figura do “Lulinha paz e amor”.
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É uma tristeza, mas boa parte do capital positivo que o Rio acumulou ao ser escolhido como sede das Olimpíadas de 2016 perdeu-se no confronto durante a recente invasão do Morro dos Macacos, em Vila Isabel. O próprio Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame atestou que “a trágica derrubada do helicóptero da Polícia, ocorrida durante a invasão, será o nosso 11 de setembro”. O New York Times lembrou que o episódio que matou 14 pessoas, ocorreu a oito quilômetros de um dos locais dos Jogos Olímpicos. Nesse contexto, o que mais me inquieta é a omissão do Governo Federal.
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A Constituição de 88 tentou promover um Federalismo tridimensional ao situar os municípios como pessoas jurídico-políticas de terceiro grau, igualando-as aos Estados-Membros e à própria União. Mais de 20 anos decorridos, no entanto, é flagrante que a tentativa não surtiu efeito. Na prática prosseguiu-se com a centralização da União, tendo sido criados, sem maior viabilidade político-econômica, centenas de municípios pelo país afora, alguns sobrevivendo de repasses. Inclusive vale dizer que não possuem Receita própria apta a prover as necessidades naturais.
Não deixem de conferir a maior retrospectiva já realizada sobre Jorginho Guinle, que morreu prematuramente aos 40 anos, em 1987. A mostra reúne 71 obras – 45 pinturas e 26 desenhos (óleo sobre papel e grafite sobre papel), a partir de coleções públicas e privadas do Rio, São Paulo e Paraná e fica no MAM até dia 8 de novembro. Simplesmente deslumbrante e, repito, imperdível!!








